Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus. Mateus 5:8
O
Sermão da Montanha é uma das maiores mensagens práticas a humanidade. O Senhor
Jesus vê a multidão e de cima do monte ensina-lhes sobre o Reino de Deus. Bem
aventurado ou mais que feliz será aquele que ouvir e por em prática as palavras
do mestre. Todas as bem aventuranças estão ligadas a prática da vida, como bem
viver para sinalizar o Reino de Deus.
Que
desafio o Senhor nos traz com este sermão, no mundo que vivemos, onde a
individualidade, exclusividade e egoísmo imperam. Onde a malícia e corrupção
são parceiras, como se manter puro em meio ao caos? Como não deixar nosso
coração ser atingido pelas investidas do maligno? Viver com o coração puro, é
um desafio que resultará em privilégios maravilhosos.
O
Senhor não diz, é obrigado ser puro de coração. Ele disse que os puros de
coração são mais que felizes. Ser puro é uma decisão. Ser puro é um padrão a
ser alcançado que me levará a felicidade e alegria. Ser puro é um projeto do
próprio Deus as nossas vidas. Quem deseja se purificar do pecado, está
desejando agradar ao seu Criador.
O Senhor
estabelece uma condição para quem deseja estar com ele para sempre. Os puros de
coração verão a Deus, logo, os impuros não. Se manter puro, se santificar e se
separar do pecado é condição sine qua non
que os latinos diriam, sem qual é impossível ver a Deus. Os puros de coração
além de alcançar alegria plena, ainda lhes será dado o direito ver o Pai que
está nos céus.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2019
Não esqueçam do irmão pobre!
Não
endureçam o coração, nem fechem a mão para com o seu irmão pobre. Dt 15: 7
Deus
fez uma promessa ao povo de Israel, que Lhes daria uma terra, terra que mana
leite e mel. Mas para entrar na terra prometida, o seu povo deveria estar
organizado, e para isso Deus por intermédio de Moisés, Ele lhes dá leis e
ordenanças que serviriam como bússola na vida deles.
Nosso
Deus em sua infinita sabedoria e bondade fez e faz todas as coisas com um
propósito, e além disso prevê todas as possibilidades que seu povo um dia
poderia passar, dentro dessas, está a condição do pobre. O amor, cuidado e providência
de Deus é de tal forma que Ele orienta seu povo para que estenda a mão para o
pobre, ou necessitado.
O
povo de Israel deveria praticar o amor, não só em palavras, mas em ações.
Suprir as necessidades do israelita pobre não era somente cumprir uma ordenança
de Deus, mas também manifestar o amor ao próximo.
O
Senhor faz um alerta ao seu povo, “não endureçam o coração”. Percebemos que o
Senhor nos dá uma oportunidade de decidir sobre o nosso coração. Está em nossas
mãos a possibilidade de servir, amar, prover os necessitados. Quando nosso
coração está fechado endurecido nos tornamos mesquinhos diante de tantas
bênçãos e providências divina. Deus faz questão de lembrar seu povo que um dia
eles forame escravos no Egito, e foram carentes da providência divina, dessa
forma, a experiência no cativeiro deve servir de exemplo para que o coração do
povo seja amolecido, e resulte em ação em favor do próximo.
Em
dias de exclusivismo, Deus nos convida a praticar o amor altruísta ao próximo,
amor gratuito e sem interesses, fazer pelo simples fato de fazer. E por que
fazer, se muitos não fazem? Por que nosso mestre fez, e nos ordenou a fazer o
mesmo.
terça-feira, 29 de outubro de 2019
Lutemos com Bravura!
"Seja
forte e lutemos com bravura pelo nosso povo e pelas cidades do nosso Deus. E
que o Senhor faça o que for de sua vontade"
2 Samuel 10:12
Coragem
era uma palavra e uma atitude indispensável para o povo de Israel,
principalmente aos soldados do Rei Davi. O antigo testamento é marcado por
grandes guerras, por vitórias e derrotas inclusive para o povo de Deus. No
contexto em que viviam, ganhar uma guerra significava ter a benção de Deus para
o exército e para a nação. O povo de Israel e seu exército se tornam temidos
por causa de Deus. As nações se assombravam ao ouvirem as histórias em que o
Deus de Israel, o Senhor dos Exércitos mais uma vez dera vitória ao seu povo.
Em
uma dessas guerras, em um momento de aperto, Joabe o capitão do exército dos
valentes de Davi, diz ao seu companheiro Abisai, “seja forte e lutemos com
bravura, e que o Senhor faça o que for de sua vontade”. É claro que Abisai já
havia lutado outras vezes, já era um homem experimentado na guerra, mas cada
guerra é uma guerra, não há tempo para esmorecer, amedrontar ou olhar para
trás. É necessário coragem para lutar por uma causa, um propósito, lutar pela
vida.
É
interessante a palavra de Joabe quando diz, “e que o Senhor faça o que for de
sua vontade”. Ou seja, ele não sabe a vontade do Senhor, ele não sabe se o
Senhor entregará os seus inimigos em suas mãos, todavia, eles devem lutar, e
lutar muito. Em uma guerra há dois tipos de soldados, os que lutam bravamente,
e os que fogem covardemente. O Senhor nosso Deus nos chama para lutarmos as
batalhas que a vida nos propõe. É necessário lutar com bravura, com fibra e
ânimo, pois precisamos ter a plena convicção que o Senhor realizará a vontade
Dele, e por isso precisamos fazer nossa parte.
sábado, 22 de junho de 2019
O pardal e o retrovisor!
Já há dias um pardal insiste em
permanecer na frente do espelho retrovisor do carro. Ele diariamente faz
esforço ora para ficar batendo asas na frente do espelho, ora em cima dele.
Quando ele está em cima, o prejuízo pra mim é um pouco maior, pois o mesmo
encontra alívio do seu ventre, o que depois de seco, dá um bom trabalho para
lavar.
O
que mais me impressiona é que o pardal não sabe distinguir a realidade da
ficção, não sabe se o que vê é real, ou somente uma sombra. Independente do seu
grau de raciocínio (se é que ele tem), ou instinto, duas coisas podemos pensar como
se fossemos um pardal. Primeiro, ou ele está vendo outro de si, ou outra,
talvez uma pretendente, ou ainda, a si mesmo. Se o que ele vê, e pensa (por
instinto ou razão rs...), é outro de si, ele está inquieto, talvez querendo
briga, talvez demarcando o espaço, do qual acredita ser seu. Se o que ele vê, é
uma possível pretendente, há de igual modo um esforço para encantar sua
parceira, mesmo que isto custe muito esforço em bater as asas, e ainda muita
sujeira pra mim.
Esse
pardal me lembra muitos os humanos, essa categoria de ser pensante que se diz
racional. A exemplo do pardal, temos investido muito dos nossos esforços para
dizer o que somos, ou o que não somos, e ainda, lutamos na tentativa de
impressionar alguém, seja pelos nossos dons, talentos, corpo, posses, cultura
etc. O que não nos damos conta como o pardal, é que essa realidade externa não
existe. É tudo fruto da sua cabeça. É ele que está lutando para marcar
território, ou se auto afirmar, mas que fora da cabeça do pardal, esse mundo
não existe, e isso não passa de um espelho que apenas reflete seus próprios
anseios e desejos.
O
pardal visto pelo pardal no retrovisor, não existe, é apenas um reflexo, uma
sobra que mascara a sua realidade, no entanto, ele insiste em acreditar que
exista ou um pardal desafiando-o, ou uma pardal que lhe dá bolas, ou ainda,
talvez como Narciso, ele permanece nessa luta, apenas para se ver e admirar-se.
Coitado
do pardal, quem falará para ele que o que ele vê não passa de uma ilusão dos
sentidos? Quem dirá a ele que o que ele vê, pensa e percebe não existe, e que
tudo isso não passa de um reflexo dele mesmo? Se um outro pássaro mais sábio
(se é que existe nessa escala), dissesse a ele que ele está enganando a si
mesmo, ele acreditaria? Ou será que o pardal ficaria chateado com o pássaro sábio,
e o acusaria de inveja ou ciúmes? Não sei. Sei que em ambos os casos, a
dificuldade existe, porque ninguém há de falar a esse pobre pardal que ele está
perdendo tempo enganando a si mesmo, e se existisse um pássaro mais sábio que
conhece a realidade, talvez não se arriscaria em criar conflitos com o ego do
pardal.
Enfim,
para amenizar a dor e sofrimento do pardal, fui e coloquei um pano no
retrovisor, acabando de uma vez com sua ilusão. Mas quando retorno ao carro, o
pardal encontrou o outro retrovisor...
Feliz
do pardal, que com apenas mais um pano eu colocarei fim no seu sofrimento, e o
trarei ao mundo real.
Pobre e
infeliz homem, que não encontra quem coloque um pano em seus espelhos!
Por. Jean Carlos Pereira de Souza
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019
ANDE COM DEUS!
Jotão
tornou-se cada vez mais poderoso, pois andava firmemente segundo a vontade do
Senhor, o seu Deus. 2Cr 27: 6
Os
livros dos Reis e Crônicas são marcados por uma frase triste para a história de
seus reis, “e fez o que era mau perante os olhos do Senhor”. A maioria dos reis
da história de Israel, principalmente os reis do norte terminaram a história de
suas vidas com essa péssima marca. Poucos foram os que não receberam esse
título em sua vida. Rei após rei marcavam o fim de suas vidas honrados ou
desprezados, quando terminavam suas vidas na presença de Deus ou não.
Jotão
foi uma das exceções dos Reis de Israel. O texto nos diz que ele andava
firmemente segundo a vontade do Senhor, e por isso se torna poderoso diante de
Deus. Talvez Jotão lembrava-se da triste história de como terminou seu pai
Uzias, quando se tornou poderoso e como o orgulho tomou conta de sua vida, e
por desobedecer a Deus se torna, e morre leproso. Jotão não segue os caminhos
de seu pai, Jotão deseja terminar bem, e terminar fiel a Deus.
O
poder recebido por Jotão não foi a causa dele andar fielmente na presença do
Senhor, mas o efeito. A fidelidade de Jotão é recompensada em forma de poder, justamente
naquilo que ele precisava em seu tempo, ou seja, poder para governar. Deus
sabia muito bem do que Jotão precisava, mas o Senhor não poderia prosperar um
infiel, um idólatra, alguém que andasse longe de seus caminhos.
Aprendemos
com Jotão que a benção de Deus em nossa vida é apenas a consequência simples do
que Ele é para nós. Ao amarmos Ele, servirmos o Reino Dele, primeiramente a
Ele, e todas as coisas nos serão acrescentadas, inclusive poder, se Deus
entender que isso nos é necessário.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
E se Deus apostasse em sua vida?
Como pode o mortal ser justo
diante de Deus? Jó 9.2
E se Deus apostasse em sua vida? Interessante não é
mesmo? Deus apostou na vida de Jó, “homem íntegro e justo; temia a Deus e
evitava o mal” Jó 1:1. Um dia nosso adversário acusou Jó diante de Deus,
dizendo que o Seu servo só era fiel por causa da vida abundante que tinha. Debaixo
da permissão de Deus, satanás toca em tudo o que Jó possuía, lhe tira tudo, até
mesmo sua saúde. E para complicar ainda mais a vida de Jó, ele perde sua
esposa, não fisicamente, mas espiritualmente, sua mulher agora abandona a Deus,
e espera que Jó faça o mesmo, mas ainda assim, Jó não pecou.
Depois
da tragédia, Jó recebe visita de três amigos, Elifaz, Bildade e Zofar. E o que
deveria ser prazeroso se torna um tédio, seus amigos decidem investigar o
porquê de todo aquele sofrimento e desgraça, insinuando que se Jó fosse justo,
estas coisas não lhe teriam sobrevindo. Jó então levanta uma questão? Pode o
mortal ser justo diante de Deus?
A
pergunta de Jó aos seus amigos é importantíssima a nossa vida. Nos relacionamos
com Deus sempre na defensiva, na reta guarda, com razão, contrariando o que as
escrituras nos diz, “que todos pecaram”, logo não há um justo se quer. Entender
e conhecer a Deus nos trará amadurecimento acerca da nossa vida e história. Jó
demorou pelo menos 40 capítulos para descobrir que Deus era Senhor e ele servo,
que o Eterno manda e ele obedece.
Reconhecer
nossa injustiça diante de um Deus justo e santo, é reconhecer nossa limitação e
impotência, nossa pequenez e necessidade. Diante de Deus somos culpados e sem
nenhuma razão, mas através dos méritos de Cristo na Cruz do calvário, hoje
somos justificados diante do pai.