segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A ECLESIOFOBIA!

          Com certeza esse termo parece estranho ao querido leitor. Podemos dizer que ele é um neologismo (Palavra ou expressão nova – Dic. Aurélio), ou seja, essa palavra pode ainda não ser comum nos dicionários de teologia, mas já existe na prática. Literalmente significa: Do grego ekklesía (igreja) + phóbos (horror); em outras palavras: medo de Igreja. 
Medo de Igreja? Isso mesmo, você não leu errado. Se você leitor é da velha guarda (com bons anos de fé) isso lhe parecerá impossível, mas se você é um jovem, talvez lhe fará sentido. 
          Ao conversar e conviver com alguns jovens (homens e mulheres)  candidatos ao ministério pós-seminário, tive uma surpresa: existem muitos jovens com medo de igreja. Conheço não poucos casos, em que pessoas que se formaram não querem iniciar o ministério pastoral, e outros que chegaram ao extremo, se apostataram da fé. E a pergunta que não quer calar é: Por que tem acontecido isso?                            
          Um das primeiras dificuldades que tem causado medo em muitos jovens pastores é o que concerne a vida finaceira. Muitos temem em passar necessidades com sua família no campo, e acabam por colocar na balança seu chamado em vez acreditar piamente na doutrina da providência divina. Devemos lembrar que antes de dependermos do presbitério e ou da igreja, dependemos exclusivamente de Deus, pois “Ele é o nosso sustento” SL 3.5. 
          Outra dificuldade é a institucional. Quantos visionários saem dos seminários? Creio que todos. Quantos permanecem assim? Somente uma ínfima parte. Quando a realidade chega, o pastor novato vai perceber que a realidade não é tão simples como parece, e que ele não conseguirá mudar o mundo sozinho, pois depende primeiramente de Deus, e depois de uma série fatores, como a própria igreja, o presbitério e a instituição em si. Estes segmentos não podem ser dissociados um dos outros. Mas, para muitos jovens pastores o presbitério é seu “inimigo”, pois este está buscando acima de tudo os números, ou seja, quantos membros tinha quando chegou, e quantos membros terá no final do ano. Essa pergunta realmente causa pavor a aqueles que acham que a instituição conspira contra ele, e se esqueçem de Atos  2.47 “E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar”. Deus acrescentará conforme a vontade Dele as ovelhas que estarão sob nosso cuidado, contudo, devemos nos esmerar diariamente. Assim, o presbitério faz parte de um todo, e não é inimigo do pastor, e sim, seu companheiro. 
          Poderíamos enumerar uma série de “medos” em relação à igreja, mas para encerrar, creio que a renúncia também é determinante. Muitos têm deixado o ministério ou nem entrado nele, pelo fato de ter que renunciar seus “sonhos”, em detrimento do chamado. Sentem-se privados de ter ou ser, e muitas vezes diminuídos perto de um médico ou de outro profissional importante. Billy Graham certa vez recebeu um convite para ser candidato a um cargo político nos USA, ao que ele respondeu: “Você acha que eu teria coragem de me rebaixar a um cargo desses, já que sou Ministro do Evangelho”. Ele realmente mostrava e dava o valor da excelência do ministério. 
          O que temos visto é que infelizmente existe uma desvalorização do chamado e do ministério, e que muitos jovens tem deixado essa benção por medo de não serem “reconhecidos” na sociedade, e desta forma muitos partem para alternativas seculares quando poderiam ser canais de bênçãos para a mesma. Emociono-me quando vejo o Ap. Paulo dizendo: “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus”. At. 20.24. Ele realmente amava seu chamado, e não tinha medo do ministério, qual recebeu de Cristo. Paulo ainda escrevendo a Timóteo diz: “Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. 1Tm 3.1. E se você pastor e ou líder, que tem algum você jovem em sua igreja que deseja ardentemente o ministério, é necessário prepará-lo, experimentá-lo, se possível ser auxiliar em alguma congregação, para depois ir ao seminário, para saber se deparar com os “medos” recorrentes na vida de muitos jovens. 
          Querido leitor, o único medo que devemos ter é de não conseguir completar nossa carreira e não guardar a fé, pois a igreja é uma benção, e dono dela nos diz: “As portas do inferno não prevalecerão contra ela”.
Que Deus cure os “medos” desta geração ansiosa!
Obrigado!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Rodolfo Abrantes (ex-raimundos) no Altas Horas

Ta aí um cara que admiro muito. Já gostava do Rodolfo desde a época do Raimundos, e agora com a vida transformada como a minha, admiro mais ainda. Deixou a fama, o sucesso e o poder, para dar toda glória e honra a Jesus Cristo.
Assista! Deus abencoe grandemente ao @Rodolfoabrantes e banda

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A ESPIRITUALIDADE SEM O ESPÍRITO! (publicado recentemente pelo Jornal Aleluia)


Em pleno século XXI, estamos vendo um grande crescimento das religiões e das religiosidades. O fenômeno religioso pulula diariamente na sociedade que se diz racionalista, cética, agnóstica, evolucionista, desenvolvida, e se queremos ainda, pós-moderna. Assim, vemos que ainda não foi possível a morte de Deus, e que este continua vivo, e representado nas mais diversas formas e conteúdos. Desta forma concordamos com Vieira quando diz:
           
“Um número cada vez maior de pessoas tem procurado redimensionar, em nossos dias, o seu lado religioso e místico, resultado muito provável da ressacralização do Ocidente. Mudam-se as vestes, mas brota a questão urgente da religião e de um desejo profundo de encontrar-se com e, se possível, no sagrado. O homem parece não conseguir desvencilhar-se do velho fascínio pelo evento religioso e mágico. Quando parecia que Deus havia mesmo morrido e que a religião acabaria, novos deuses e demônios e um novo e desconhecido fervor religioso invadiu a sociedade que se imaginava secularizada”[1].

            A não ser nos meios universitários, raramente vemos alguém dizer que é Ateu. E este mesmo ainda assim tem algum tipo de fé, como: Acredita que Deus não existe, logo tem no seu ateísmo. Mas não é sobre estes que nos preocupamos, mas sim, com uma classe que diz “espiritual”. Pesquisas nos dizem que há um grande crescimento da religião e da religiosidade principalmente entre os jovens. O fenômeno religioso tem ganhado uma nova roupagem, sendo ressignificado e abrangendo todas as camadas sociais, desde a elite aos mais pobres. Verifica-se também, uma grande quantidade de literatura sendo publicada e consumida. Em nosso pleito entre os presidenciáveis, vimos o caráter religioso mais uma vez tendo participação com figuras que nada tinham de “espirituais”.
         É comum vermos dizeres em carros, orkuts, msns, como: “O senhor é meu Pastor e nada me faltará”; ou o mais clássico, “Tudo posso naquele que me fortalece”. E quando conversamos com esse tipo de “espiritual” sua linguagem é carregada do jargão religioso: “é benção pura”; “Deus está comigo” etc., e que acaba por legitimar sua expressão como tal. E justamente aqui está o ponto central de nossa reflexão: O paradoxo da Espiritualidade sem o Espírito.
A primeira carta de João cap.2.4 nos diz: “Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade”. Está nascendo uma geração que conhece a Deus somente de ouvir falar, mas que não conseguem verdadeiramente ver a Ele, pois se conhecessem teriam uma nova e transformada vida.
         O Pr. Jeremias Pereira da oitava Igreja Presbiteriana de BH, conta um fato em que um Tenente da PM (membro da sua igreja), foi chamado para conter uma briga entre as torcidas do Atlético e do Cruzeiro. Com a chegada da polícia no local, os torcedores correram para os ônibus, e ao entrar em um, o Tenente teve uma surpresa, depois do quebra-pau estavam todos cantando alegremente: “Entra na minha casa, entra na minha vida, meche com minha estrutura, sara todas as feridas, me ensina a ter santidade....” (música do Régis Danese).
Esse é um dos exemplos que temos visto a expressão de uma espiritualidade sem o espírito. O Profeta Isaías no cap. 29.13 nos adverte: “Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído”. Falar de Jesus é muito fácil, qualquer um fala, mas obedecer e ser fiel aos seus mandamentos, é o grande desafio a essa geração que se diz “espiritual”. E a esses o próprio Cristo conheceu e conhece muito bem, e chama-os de Hipócritas e Fariseus, ou seja, aqueles que não vivem o que pregam. Mas o leitor conhece mais prontamente pela versão popular: “Faça o que falo, mas não faça o que eu faço”. A verdadeira espiritualidade consiste em: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele” Jo 14.21.
Para que Deus realmente resplandeça em nossa vida, há de convir que de uma mesma fonte não pode jorrar água limpa e água suja, pois o Espírito de Deus não habita em templos (corpos) sujos.

Deus nos abençoe!
*Esse texto foi Publicado recentemente pelo Jornal Aleluia: http://www.iprb.org.br/aleluia/jornalaleluia/jornal-do-mes.htm


[1] VIEIRA, Samuel. O Império gnóstico Contra-Ataca. Ed. Cultura Cristã, 1999. p. 80. São Paulo-SP.

terça-feira, 5 de julho de 2011

RENOVANDO VIDAS - MENSAGEM MINISTRADA NA IPR DE CAMPO VERDE-MT


Essa mensagem foi ministrada no dia 13/11/2010 na IPR de Campo Verde - MT, no Programa Renovando Vidas!

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