domingo, 27 de outubro de 2013
Viva a Reforma Protestante (31 de Outubro de 1517)
Os Cinco Solas da Reforma
Sola Scriptura, Sola Christus, Sola Gratia, Sola Fide, Soli Deo Gloria
Sola Scriptura, Sola Christus, Sola Gratia, Sola Fide, Soli Deo Gloria
por
Declaração de
Cambridge
SOLA SCRIPTURA: A Erosão da Autoridade
Só a Escritura é a
regra inerrante da vida da igreja, mas a igreja evangélica atual fez
separação entre a Escritura e sua função oficial. Na prática, a igreja é
guiada, por vezes demais, pela cultura. Técnicas terapêuticas,
estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de entretenimento muitas
vezes tem mais voz naquilo que a igreja quer, em como funciona, e no que
oferece, do que a Palavra de Deus. Os pastores negligenciam a
supervisão do culto, que lhes compete, inclusive o conteúdo doutrinário
da música. À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática,
que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas
doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi cada vez mais
esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento.
Em lugar de
adaptar a fé cristã para satisfazer as necessidades sentidas dos
consumidores, devemos proclamar a Lei como medida única da justiça
verdadeira, e o evangelho como a única proclamação da verdade salvadora.
A verdade bíblica é indispensável para a compreensão, o desvelo e a
disciplina da igreja.
A Escritura deve
nos levar além de nossas necessidades percebidas para nossas
necessidades reais, e libertar-nos do hábito de nos enxergar por meio
das imagens sedutoras, clichês, promessas e prioridades da cultura
massificada. É só à luz da verdade de Deus que nós nos entendemos
corretamente e abrimos os olhos para a provisão de Deus para a nossa
sociedade. A Bíblia, portanto, precisa ser ensinada e pregada na igreja.
Os sermões precisam ser exposições da Bíblia e de seus ensino, não a
expressão de opinião ou de idéias da época. Não devemos aceitar menos do
que aquilo que Deus nos tem dado.
A obra do Espírito
Santo na experiência pessoal não pode ser desvinculada da Escritura. O
Espírito não fala em formas que independem da Escritura. À parte da
Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra
bíblica, e não a experiência espiritual, é o teste da verdade.
Tese 1: Sola Scriptura
Reafirmamos a
Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única
para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é
necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo
comportamento cristão deve ser avaliado.
Negamos que
qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de
um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou
contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal
possa ser veículo de revelação.
SOLO CHRISTUS: A Erosão da Fé Centrada em Cristo
À medida que a fé evangélica se secularizou, seus interesses se confundiram com os da cultura. O resultado é uma perda de valores absolutos, um individualismo permissivo, a substituição da santidade pela integridade, do arrependimento pela recuperação, da verdade pela intuição, da fé pelo sentimento, da providência pelo acaso e da esperança duradoura pela gratificação imediata. Cristo e sua cruz se deslocaram do centro de nossa visão.
Tese 2: Solus Christus
Reafirmamos que
nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo
histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes
para nossa justificação e reconciliação com o Pai.
Negamos que o
evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não
estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo
invocada.
SOLA GRATIA: A Erosão do Evangelho
A Confiança desmerecida na capacidade humana é um produto da natureza humana decaída. Esta falsa confiança enche hoje o mundo evangélico – desde o evangelho da auto-estima até o evangelho da saúde e da prosperidade, desde aqueles que já transformaram o evangelho num produto vendável e os pecadores em consumidores e aqueles que tratam a fé cristã como verdadeira simplesmente porque funciona. Isso faz calar a doutrina da justificação, a despeito dos compromissos oficiais de nossas igrejas.
A Confiança desmerecida na capacidade humana é um produto da natureza humana decaída. Esta falsa confiança enche hoje o mundo evangélico – desde o evangelho da auto-estima até o evangelho da saúde e da prosperidade, desde aqueles que já transformaram o evangelho num produto vendável e os pecadores em consumidores e aqueles que tratam a fé cristã como verdadeira simplesmente porque funciona. Isso faz calar a doutrina da justificação, a despeito dos compromissos oficiais de nossas igrejas.
A graça de Deus em
Cristo não só é necessária como é a única causa eficaz da salvação.
Confessamos que os seres humanos nascem espiritualmente mortos e nem
mesmo são capazes de cooperar com a graça regeneradora.
Tese 3: Sola Gratia
Reafirmamos que na
salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A
obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo,
soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte
espiritual à vida espiritual.
Negamos que a
salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou
estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A
fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada.
SOLA FIDE: A Erosão do Artigo Primordial
A justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé, somente por causa de Cristo. Este é o artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai. É um artigo muitas vezes ignorado, distorcido, ou por vezes até negado por líderes, estudiosos e pastores que professam ser evangélicos. Embora a natureza humana decaída sempre tenha recuado de professar sua necessidade da justiça imputada de Cristo, a modernidade alimenta as chamas desse descontentamento com o Evangelho bíblico. Já permitimos que esse descontentamento dite a natureza de nosso ministério e o conteúdo de nossa pregação.
Muitas pessoas
ligadas ao movimento do crescimento da igreja acreditam que um
entendimento sociológico daqueles que vêm assistir aos cultos é tão
importante para o êxito do evangelho como o é a verdade bíblica
proclamada. Como resultado, as convicções teológicas freqüentemente
desaparecem, divorciadas do trabalho do ministério. A orientação
publicitária de marketing em muitas igrejas leva isso mais adiante,
apegando a distinção entre a Palavra bíblica e o mundo, roubando da cruz
de Cristo a sua ofensa e reduzindo a fé cristã aos princípios e métodos
que oferecem sucesso às empresas seculares.
Embora possam crer
na teologia da cruz, esses movimentos a verdade estão esvaziando-a de
seu conteúdo. Não existe evangelho a não ser o da substituição de Cristo
em nosso lugar, pela qual Deus lhe imputou o nosso pecado e nos imputou
a sua justiça. Por ele Ter levado sobre si a punição de nossa culpa,
nós agora andamos na sua graça como aqueles que são para sempre
perdoados, aceitos e adotados como filhos de Deus. Não há base para
nossa aceitação diante de Deus a não ser na obra salvífica de Cristo; a
base não é nosso patriotismo, devoção à igreja, ou probidade moral. O
evangelho declara o que Deus fez por nós em Cristo. Não é sobre o que
nós podemos fazer para alcançar Deus.
Tese 4: Sola Fide
Reafirmamos que a
justificação é somente pela graça somente por intermédio da fé somente
por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada
como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus.
Negamos que a
justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado,
ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma
instituição que reivindique ser igreja mas negue ou condene sola fide
possa ser reconhecida como igreja legítima.
SOLI DEO GLORIA: A Erosão do Culto Centrado em Deus
Onde quer que, na igreja, se tenha perdido a autoridade da Bíblia, onde Cristo tenha sido colocado de lado, o evangelho tenha sido distorcido ou a fé pervertida, sempre foi por uma mesma razão. Nossos interesses substituíram os de Deus e nós estamos fazendo o trabalho dele a nosso modo. A perda da centralidade de Deus na vida da igreja de hoje é comum e lamentável. É essa perda que nos permite transformar o culto em entretenimento, a pregação do evangelho em marketing, o crer em técnica, o ser bom em sentir-nos bem e a fidelidade em ser bem-sucedido. Como resultado, Deus, Cristo e a Bíblia vêm significando muito pouco para nós e têm um peso irrelevante sobre nós.
Onde quer que, na igreja, se tenha perdido a autoridade da Bíblia, onde Cristo tenha sido colocado de lado, o evangelho tenha sido distorcido ou a fé pervertida, sempre foi por uma mesma razão. Nossos interesses substituíram os de Deus e nós estamos fazendo o trabalho dele a nosso modo. A perda da centralidade de Deus na vida da igreja de hoje é comum e lamentável. É essa perda que nos permite transformar o culto em entretenimento, a pregação do evangelho em marketing, o crer em técnica, o ser bom em sentir-nos bem e a fidelidade em ser bem-sucedido. Como resultado, Deus, Cristo e a Bíblia vêm significando muito pouco para nós e têm um peso irrelevante sobre nós.
Deus não existe
para satisfazer as ambições humanas, os desejos, os apetites de consumo,
ou nossos interesses espirituais particulares. Precisamos nos focalizar
em Deus em nossa adoração, e não em satisfazer nossas próprias
necessidades. Deus é soberano no culto, não nós. Nossa preocupação
precisa estar no reino de Deus, não em nossos próprios impérios,
popularidade ou êxito.
Tese 5: Soli Deo Gloria
Reafirmamos que,
como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de
Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira
perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória
somente.
Negamos que
possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido
com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa
pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e
a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho.
Fonte: Declaração de
Cambridge
http://www.monergismo.com/textos/cinco_solas/cinco_solas_reforma_erosao.htm
terça-feira, 22 de outubro de 2013
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
"Deixe Jesus bagunçar sua vida, a Ordem Dele é melhor que a desse mundo"
Rodolfo Abrantes, um exemplo de transformação pelo Poder do Evangelho!.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
OS GREGOS ESTÃO COM TUDO!
“Eu
quero Tchu, eu quero Tcha...”, mas o “O jeito é dar uma fugidinha com você”; porque
eu quero é “Créu, créu”. Vai começar os “show das poderosas”, todo mundo
fazendo “quadradinho de 8”... (mais que raio de música que é essa?).
Um
grande mestre e profeta um dia nos disse (vocês com certeza sabem quem é..), “A
boca fala do que o coração está cheio”. Mas cheio de que? Não é preciso ter uma
visão crítica para perceber que o que a sociedade (sem generalizar) está
cantando e fazendo, demonstra claramente o que está em seu coração. Em uma das
reportagens do Profissão Repórter a
um dos bailes funks, do Mr. Catra, lhe fizeram a seguinte pergunta: Por que você canta estas letras com teor
erótico? Ao que ele respondeu: Só
estou cantando aquilo que está no coração do homem. Pergunto, será mesmo
que é isso que está no coração do homem?
Observando
os rumos que está tomando nossa cultura, começo a perceber que estamos fazendo
um retorno aos gregos. Calma! Não vamos falar de política e nem da crise
financeira que está enfrentando a Grécia. Falo um pouco do passado, mas um
passado que parece presente. Vamos nos remeter a pelo menos 300 anos antes de
Cristo, ou seja, a coisa é velha mesmo.
Dos
muitos movimentos filosóficos da antiguidade, o Hedonismo acabou em nossos dias se tornando uma luva para os atores
sociais citados por Mr. Catra. Segundo Aristipo de Cirene e Epicuro, os
principais expoentes desta corrente filosófica, diziam que o bem supremo da
vida é o prazer, ou seja, tudo deve ser feito para suprimir a dor, e logo obter
o prazer.
“Para ele (Aristipo), existia o movimento suave da alma, que seria o que
chamamos de prazer, e o movimento áspero da alma, ou seja, a dor. Aristipo
concluiu que, independente de sua forma e origem, o prazer tem sempre o
objetivo de diminuir a dor, sendo o único caminho para a conquista da
felicidade. O filósofo ainda afirma que o prazer do corpo é o sentido da vida.
Esta ideia é defendida por outros hedonistas clássicos como Teodoro de Cirene e
Hegesias de Cirene”
Seria verdade então, o que os próprios gregos pensavam
acerca do eterno retorno? Ou seja, que tudo se repetiria novamente? Sabemos que
a antiguidade grega-romana foi tão ou talvez até mais promiscua que agora.
Basta olhar para o ritual de adoração a Dionisio/Baco ou para Afrodite etc., o
culto a fertilidade era literalmente um bacanal,
ainda que para época, não tinha a leitura e visão de sociedade que temos hoje,
e isto é importante lembrarmos, senão cometeremos um grosseiro anacronismo.
Tudo bem, os gregos e romanos clássicos já não existem
mais, mas suas práticas ainda que não tenham nenhuma conotação religiosa, estão
extremamente presentes em nossa sociedade. Olhem as letras de “nossas” músicas;
programas de TV, praticamente todos há mulheres seminuas e um forte apelo à
sexualidade; existe um crescimento muito grande, pelo menos nos grandes
centros, de casas especializadas em trocas de casais, swing, onde o cliente faz a configuração sexual que quiser. Essas
práticas sociais confirmam nosso pensamento.
No dia 07 de setembro na (minha) cidade de Primavera do
Leste-MT, no encontro de motoqueiros da cidade, as altas horas da noite, várias
mulheres, que não se sabe a procedência e índole, tiraram a roupa, e desfilaram
peladas nas motos, se insinuando, exibindo seu corpo e sendo tocadas pelos
participantes. A pergunta que não quer calar: Por que tanto homens como
mulheres tem desejo de praticar isso? Por que causa euforia e êxtase, quebrar
as barreiras da moral e bom senso? Enfim, talvez Freud estivesse realmente certo.
Sigmund Freud, médico psicanalista austríaco que viveu no
século passado, defendeu algumas teses das quais, acreditava que o homem na
verdade deseja é se comportar como animal, e viver sem escrúpulos, aflorar sua
sexualidade, mas infelizmente as normas sociais-religiosas estabelecidas o
impedem para tal. Mesmo assim, isso já não é mais impedimento para o homem,
pois, está quebrando os paradigmas
que até então eram considerados “éticos” e bons para a sociedade. Assim, não importam
mais as regras, eles querem é jogar.
O lema de nossos dias é: “Seja feliz, não importa como. Tenha
prazer do jeito que quiser, isto é o importante”. Sabemos que cada um é livre
para fazer o que quiser, embora possa pagar por isso. Mas o que me preocupa é,
aonde chegaremos? Salomão no livro de Eclesiastes 11.9 no trás um conselho,
“Jovem, anda pelo caminho do teu coração e pela vista dos teus olhos, sabe,
porém isto, que todas estas coisas, Deus te trará a juízo”.
“Somos livres por nossas escolhas, mas prisioneiros das
consequências”.
Obrigado!
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