sexta-feira, 22 de junho de 2018
Cruz Credo!
Eu hein, cruz credo. Credo
em cruz, cruzes. Quem nunca ouviu essas expressões relacionadas a cruz? Quem
usa essas expressões coloquiais ou “gírias”, geralmente as relaciona a uma
espécie de repulsa, ou ainda como um amuleto ou palavra de proteção.
Segundo
o tio Google, “Cruz credo é uma
expressão de interjeição utilizada para expressar medo, repugnância ou nojo de
algo ou alguma coisa. Originada a partir da cultura e princípios cristãos e,
principalmente, católicos, a expressão “cruz credo” pode ser interpretada
literalmente como “creio na cruz”.
A
interpretação literal é bem mais atrativa, do que quando a usamos no seu
sentido simples e corriqueiro. Quando eu digo Cruz Credo, eu estou afirmando
que não só creio na cruz, mas também entendo o seu significado.
Cruz
credo, então quer dizer que Jesus teve que morrer para nos salvar, nos
libertando do pecado e da condenação eterna? Sim. O profeta Isaías nos diz: “Mas ele foi transpassado por causa das
nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo
que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. Todos
nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu
próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós. Ele
foi oprimido e afligido, contudo não abriu a sua boca; como um cordeiro foi
levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica
calada, ele não abriu a sua boca”. Isaías 53:5-7
Cruz
credo, Jesus morreu em uma cruz, uma espécie de pena de morte para seu tempo?
Isso mesmo, era necessário que as escrituras fossem cumpridas a risca, Atos
13,29 nos diz: “Tendo cumprido tudo o que
estava escrito a respeito dele, tiraram-no do madeiro e o colocaram num sepulcro”.
Por causa de nossa maldição, Cristo se torna maldito em nosso lugar, “Cristo nos redimiu da maldição da lei quando
se tornou maldição em nosso lugar, pois está escrito: "Maldito todo aquele
que for pendurado num madeiro". Gálatas 3:13
Cruz
credo, quanta humilhação, dor e sofrimento. Quanto desprezo, frieza e
insensibilidade. Me falta palavras para descrever o que o Senhor Jesus sentiu, suportando
toda dor do mundo por amor a humanidade.
Cruz
credo, eu não faria isso de jeito nenhum, eu não daria nenhum de meus filhos
nem para morrer por uma pessoa, mas por que o pai fez isso? Por que enviou seu
filho para sofrer, morrer e ainda em uma humilhante morte de Cruz? O pai fez
isso porque nos amou.
A
cruz foi a maior demonstração de amor da história da humanidade, um sacrifício
perfeito, a altura do pai, um sacrifício eficiente e suficiente, um sacrifício
que agradou-o, não porque Ele era mal e desejaria ver seu filho sofrer, mas
justamente o oposto, a dor do seu filho resultou no alivio e cura de seu povo,
a ira derramada em cima de seu Cristo, foi convertida em amor.
O
amor de Cristo foi demonstrado no momento que ele poderia pedir vingança e
morte de seus algozes, mas Ele citou uma das frases mais bonitas da bíblia
sagrada, “Pai, perdoa-lhes pois não sabem o que fazem”. Lucas 23.24
Cruz
credo, que história hein, ela terminou aqui? Não, aqui apenas começou, quando o
povo de Israel estavam dispersos, desanimados e desesperados pela morte de seu
mestre, ao terceiro dia ele ressuscitou, Ele venceu a própria morte, e está a
direita de Deus pai.
Jesus
venceu a cruz, venceu a maldição, tornando-a em benção. Tornando-nos filhos
amados, justificados, regenerados e transformados por sua graça. Um objeto
grande e pesado usado para a pena de morte na antiguidade, trouxe mudanças sem
precedentes, não só na história, mas no Reino Espiritual de Cristo Jesus sobre
a terra, e sobre seus súditos.
Agora
você já pode dizer cruz credo, pois quando assim dizer, você estará afirmando
com toda convicção, EU CREIO NA CRUZ! E não só creio, mas AMO A MENSAGEM DA
CRUZ, e por isso até morrer nós a vamos proclamar, levaremos também nossa cruz,
até que por uma coroa, nós possamos trocar!
Jean
Carlos
quarta-feira, 20 de junho de 2018
O Consciência Teológica tem a satisfação de disponibilizar a você uma coletânea de textos alusivos ao Dia do Pastor. Os textos foram publicados na página do Consciência Teológica e editado em formato de PDF para facilitar a leitura.
Faça o download gratuito pelo link https://goo.gl/NBSKet e faça uma ótima leitura!
Deus os abençoe!
Equipe Consciência Teológica
quarta-feira, 6 de junho de 2018
SEU PASTOR CHOROU: E TALVEZ VOCÊ POSSA SER A CAUSA!
Não existe vocação mais encarnada do que a do
pastor. Com encarnada quero dizer que a vocação pastoral é que mais se vive na
pele, na carne, os dramas e dilemas da vida. Mesmo sabendo que outras vocações
como médico, professor, juiz etc., também vivem e lidam com essas crises, a
vocação pastoral vai além, pois as vocações que citei trabalham com o indivíduo
aqui, a pastoral além daqui, o pastor é aquele que trabalha, prepara e
direciona para além da morte, para a eternidade com Cristo.
Por
ser uma vocação encarnada, um pastor sério, fiel e bíblico muitas vezes sofre e
chora, não por ser piegas (em que há um apelo excessivo à comoção,
sentimentalismo), não por ser vítima do ministério, e nem mesmo porque é humano
sujeito a emoções, mas porque quem vive a vocação pastoral a vive em seu estado
pleno e íntegro.
O
Senhor Jesus Cristo o próprio verbo de Deus, a palavra e vida encarnada, viveu
também de forma intensa os dilemas da humanidade decaída e corrompida pelo
pecado. Jesus como Deus homem também sofreu, sentiu fome e sede, dores, sono,
angustias e qualquer outro sintoma próprio do corpo humano, e um dos mais
interessantes foi que Jesus chorou. Não muitas vezes como nos relatam as
escrituras, uma pela morte de seu amigo Lázaro, outra por perceber a
incredulidade do seu povo e país, em Lucas 19:41-44:
“Quando se
aproximou de Jerusalém e viu a cidade, Jesus chorou sobre ela e disse: "Se você compreendesse neste dia, sim, você também, o que
traz a paz! Mas agora isso está oculto aos seus olhos. Virão dias em que os
seus inimigos construirão trincheiras contra você, e a rodearão e a cercarão de
todos os lados. Também a lançarão por
terra, você e os seus filhos. Não deixarão pedra sobre pedra, porque você não
reconheceu o tempo em que Deus a visitaria".
O autor aos Hebreus também nos diz no capítulo 5, verso 7: “Durante
os seus dias de vida na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, em alta voz e
com lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, sendo ouvido por causa da sua
reverente submissão”. Jesus chora porque era plenamente humano, portanto era
dotado de emoções como no casa da morte de seu amigo. Jesus chora por sentir na
pele, na sua carne, sua vocação e ministério em submissão ao pai.
É óbvio que não vou comparar nenhum pastor com Jesus, nem Paulo
pode ser comparado, Ele o Cristo foi excelente, e nós uma tentativa de cópia.
Mas o que está claro é que os pastores submissos a Cristo, também choram por
encarnar o ministério pastoral. Choram por muitas vezes verem seus esforços
darem em nada. Choram quando caminham, ensinam, gastam tempo e cuidado ao lado
de uma ovelha, e no final descobrem que não era ovelha, mas um bode. Choram
quando tem a sensação que depois de duas horas de aconselhamento, a ovelha ouvirá
a sua voz, mas ele percebe que suas palavras entraram em um ouvido e saíram no
outro. Pastores choram quando acreditam que ensinaram as bases da fé cristã, os
princípios bíblicos de culto, ética e doutrinas, mas eles descobrem que a
ovelha não aprendeu absolutamente nada, e muitas vezes ao contrário. Pastores choram quando a ovelha simplesmente
decide buscar outro “pasto” mais verde, sem mesmo lhe dizer obrigado.
Pastores choram, mas choram sozinhos (não nas redes sociais), mas
aos pés da cruz, diante daquele que também chorou, diante daquele que primeiro
amou, que primeiro se doou. Assim como Cristo não desistiu, pastores que choram
também não desistem, pois não só choram de dor, também choram de alegria ao ver
o evangelho transformando e salvando vidas.
Se você conhecer um pastor que chora por causa disso, valorize-o,
ame-o, cuide-o, pois seu pastor já chorou, e talvez você possa ser a causa!
quarta-feira, 28 de março de 2018
Meu pastor virou um modinha!
Sinceramente não sei o que
está acontecendo com o meu pastor! Ele não era, e nunca foi assim. Ele já tem
uns bons anos de ministério, e desde que o conheço, sempre vi nele uma figura
de referência, um homem de Deus, piedoso e de boas obras. Ele visitava suas
ovelhas, era modesto e levava uma vida comum como de qualquer irmão. Formado no
seminário, era amante das escrituras e da exposição bíblica, dos estudos da
palavra e do pastoreio simples. O que quero dizer com simples, era o que
conhecíamos, no sentido mais comum no que se refere ao ministério pastoral.
Meu pastor se “contentava” com a palavra como ela é, sem
mais nenhum ingrediente, era apaixonado pela teologia reformada, era dedicado
aos estudos e a oração, mas ultimamente não sei o que está acontecendo com ele.
Ele mudou da água para o vinho, seus discursos não são
mais os mesmos, e tudo o que um dia o vimos defendendo, agora é contra, e tudo
que era contra agora é a favor. Meu Deus, o que aconteceu com esse servo de
Deus?
Talvez a explicação mais óbvia seja a influência da
mídia. O advento da mídia trouxeram coisas boas e ruins ao mesmo tempo. Boas
porque estamos ligados a uma espécie de “aldeia global”, onde todos estão
interligados e desta forma, as informações mundiais quase que nos chegam em
tempo real. A globalização nos aproximou de povos, culturas e nações, e nos
permitiu nos relacionarmos com as mesmas. Mas aqui talvez esteja o grande
problema, a mídia global também nos apresentou os modos de ser e viver de
outras culturas, e dessa forma, o “novo” se tornou extremamente atrativo e
tentador, e na questão religiosa e eclesiástica se aplica o mesmo.
Me parece que talvez tenha sido essa influência que fez
meu pastor mudar tanto. Por exemplo, quando o Benny Hinn veio ao Brasil
trazendo a “nova” benção, ou a unção do cai cai, meu pastor ficou tão empolgado
que começou a querer derrubar os irmãos, passando o seu paletó, assim como
fazia o Benny Hinn. Paralelo a isso, na Colômbia o pastor César Castellanos
começou a propagar o método mais conhecido como G12, e adivinha? Meu pastor
entrou de malas e cuias! E se não bastasse ele mudar tanto os seus princípios,
agora ele está deslumbrando com um suposto movimento apostólico que segundo os
defensores “recomeçou” a “era apostólica”. Ora pastor, o senhor sempre ensinou
que o período apostólico era da igreja primitiva, mas agora o senhor está nos
dizendo que a partir da década de 90 e 2000 é o período apostólico? Olha,
realmente não estamos te entendendo mais.
Assim que o movimento G12 começou a sair da moda, outros
movimentos apareceram, como o G5, M12, e também o Judaísmo Messiânico. Esse
último parece que foi a última pá de cal, pois meu pastor sempre nos ensinou,
principalmente na EBD que os rituais do Antigo Testamento foram cumpridos em
Cristo, e a igreja agora não precisava observar nem as festas ou rituais
judaicos, mas ele agora está fazendo justamente o contrário, é bandeira de
Israel pra todo lado, shofar, castiçais, festas judaicas e talit. A minha
dúvida é, será que ele vai querer circuncidar-se também? Ora pois.
Me parece que a cada novidade, meu pastor
estava tentando, atirando pra todos os lados, me lembro que até as orações que
o Marco Feliciano fazia, ele chegou a copiar, “se tenho crédito contigo no céu”....
dá pra acreditar? A lista é grande, até dos pastores gringos ele tentou copiar
alguma coisa, mas vou resumir pra não ficar cansativa essa história.
No
meio de toda essa mistura teológica, outro movimento ganhou força e se tornou
muito cobiçado, o MDA. Agora pensa a salada, meu pastor se dizia reformado por
muitos anos, passou pro G12, dele foi para o “movimento apostólico”, “unções esquisitas”,
“judaísmo messiânico”, e agora está no MDA. Meu Deus pastor, o que está
acontecendo com o senhor? O senhor disse que o G12 era a “visão” de Deus para
os últimos dias da igreja, disse que agora sim o senhor conheceu Jesus, e de
repente o senhor abandona o G12 e entra no MDA? Onde o senhor quer chegar?
Estamos confusos!
O ministério pastoral do meu pastor mudou radicalmente,
não só na teologia, que agora ele é claramente um neopentecostal, mas na sua
forma de ser também. Começou a usar uns termos que antes não se via em seu
vocabulário, um dos jargões mais preferidos dele agora é o uso do termo
profético, ele adiciona essa palavra a tudo, tudo agora é profético, se tornou
como algo mágico, algo místico, dizer que é profético parece que ganha validade
espiritual. Os termos não param por aí, é “tremendo”, vai ser “power”, é “forte”,
“chamo a existência”, eu “determino”, eu “declaro”, eu “libero” ou vou
“liberar” a benção”, “meus discípulos”, etc.
Infelizmente meu pastor mudou, só ele não percebeu. Ele
já não é mais acessível, antes estava disponível sempre, sempre tomávamos
tereré juntos, mas agora pra encontrá-lo só por meio da sua secretária. Ele
chegava antes de todos no culto, ele que abria a igreja, agora ele só chega
depois que o louvor começou. Ele era bem modesto e reservado, agora a mídia é a
maior parceira do seu ministério, seu nome está em todos os lugares. Ele já não
é um homem do povo, já não tem mais cheiro de ovelha, já não frequente pequenas
reuniões, pequenos públicos não o agradam mais.
Certo dia tentei dizer a ele que ele havia mudado como eu
disse acima, da água pro vinho, mas quando comecei falar, ele me interrompeu
dizendo que eu era arcaico, tradicional, frio e que a letra estava me matando.
Mas eu disse a ele que ele mesmo nos havia ensinado a ser desta forma, e por
que mudou agora? Ele disse que os tempos mudaram, a igreja é outra e que
deveríamos nos adequar aos novos tempos e modelos. Mas ainda assim não me
convenceu, continuei a lembrá-lo de suas exposições bíblicas, suas convicções
teológicas e então ele me disse que eu não estava pronto para entender a
“visão”, e se caso eu não me adequasse a esse novo modelo de igreja e ministério,
eu poderia procurar outra igreja.
Não acreditei quando ouvi isso. Como uma pessoa pode sair
de um extremo ao outro? Já não nos havia advertido o apóstolo Paulo em Efésios
4.14 “O propósito é que não sejamos mais
como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e
para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que
induzem ao erro”.
Depois de tudo isso, com tamanha influência da mídia e os
novos modelos eclesiásticos, descobri que meu pastor virou um modinha! Quanta
saudades temos de quando ele era um pastor simples, e centrado na palavra!
Pastor,
volte a suas raízes, volte ao primeiro amor, suas ovelhas estão confusas. “Lembra-te, pois, de onde caíste, e
arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei,
e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres. Ap. 2:5
Atenção:
Qualquer semelhança desse desabafo com a realidade, é mera coincidência!
Obrigado!
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