segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

BBB: BIG, BESTEIROL, BRASILEIRO

Não é mais um besteirol americano? Certamente que sim. Quem sabe o leitor duvidoso ira se remeter a algum fato dos U.S.A., pois em nosso senso comum, “Americano” é somente alguma coisa, relacionado aos norte-americanos. Mas, esse besteirol além de americano é exclusivamente tupiniquim, ou seja, é brasileiro mesmo.  
O besteirol com o “Jeitinho Brasileiro” veio para potencializar ainda mais a forma, em detrimento do conteúdo, ou seja, valorizar a aparência do sujeito. E isso se torna um vale-tudo, para eu poder obter meus 5 minutos de fama: roupas vulgares, banalização do sexo e da sensualidade, um jargão do momento, falsidades, enfim, eu preciso expor meu “produto” de maneira convincente, pois o importante é Causar!         
O Big, Besteirol, Brasileiro, mais conhecido como BBB é um engodo, pois manipula e bestializa a consciência do brasileiro, fazendo com que este sofra, torça e contribua para seu “jogador” ganhar. O que muitos não sabem, é que tudo isso é programado, como se fosse uma verdadeira novela, textos são ensaiados para por fogo na casa, para parecer o mais real possível (confira:  http://www.youtube.com/watch?v=-SVYOYqseE0). E do outro lado está o telespectador, gastando com telefone e internet, contribuindo para a capitalização da Rede Bobo, quer dizer, Globo.                                                                         
Mais este não é o maior problema, pois cada um gaste seu dinheiro e tempo como quiser. Nossa crítica vai para a formação de uma classe que está vivendo sob a Égide do Status. Pessoas estão cada vez mais se tornando produto de consumo, e se alienando no que chamamos de Moda, Fama, Status etc. E o BBB, tem sido um porta para a ascensão dos anônimos que anseiam por aparecer na telinha. Alguns com talento acabam por serem convidados a participar de algum outro programa, e se tiverem sorte, ou quer dizer, QI (QUEM INDICA), podem até trabalhar na emissora. Mas, para as mulheres a sorte grande é a Playboy, com contratos riquíssimos posam nua, e assim conseguem ficar famosas, nem que seja mostrando o corpo. Os restantes logo caem no ostracismo, tornam obsoletos, e voltam a suas vidas normais, e percebem que o sucesso, fama, glória são mesmo efêmeros.                                           
Melhor do que Parecer é Ser! E para terminar, citaremos provérbios populares que embasam nossa visão: “Quem vê cara, não vê coração”; “Nem tudo que reluz é ouro”; “Por fora bela viola, Por dentro Pão bolorento”!
“A glória desse mundo é como um círculo na água, que nunca deixa de aumentar, até que por força do seu próprio crescimento dispersasse em nada” – Padre Antônio Vieira.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

MEU PASTOR É SHOW!

É comum hoje em dia ouvirmos a expressão: “Meu pastor é show”, frase propagada em uma edição da revista Veja. E isso se dá não por acaso, mas sim para sublinhar a mudança do paradigma pastoral atual, onde o pastor não é mais o pregador do Jesuiso, ou do Deuso, ou seja, deixou de ser leigo. Era comum há vinte anos ou menos atrás, reuniões embaixo de palhoças onde o que de fato importava era somente saber se “A palavra estava sendo pregada”, não importando questões estruturais, litúrgicas, ou homiléticas. A igreja mantinha seus membros primeiro por causa da graça de Deus, e segundo pela figura do seu pastor, onde se dizia: “Ele não tem nem a quarta série, mas é um homem de Deus”.
Mas com a transformação da sociedade, com o advento dos meios de comunicações, e a facilidade para se obter um diploma, muda-se a cara da Igreja, bem como do seu pastor (isso falando de um modo geral, fato presenciado por mim, no interior). Se a igreja atual se adaptou a modernidade, é óbvio que seu líder (Pastor) também o fez. Ter um bacharelado em Teologia é o básico e o mínimo para o ministério Pastoral, e o pastor não para por ai, está se reciclando, fazendo pós-graduações, e outros cursos voltados a ciências humanas e sociais etc. O Pastor atual em nada deixa a desejar no requisito formação, em relação a outros profissionais.
Mas essas transformações levaram o pastorado atual a ir além do púlpito. Hoje temos o Pastor-Professor (meu caso); Pastor-Psicólogo; Pastor-Advogado; Pastor-Empresário etc., os exemplos são vários. O Pastor atual é agora uma figura “importante” na sociedade (não que antes não fosse), pois outros créditos lhe são atribuídos além do ministério, e assim as ovelhas estão bem representadas pelo seu líder, a ponto de colocá-lo em um patamar privilegiado.
Contudo, devemos analisar quais são os aspectos positivos e negativos do pastor bivocacionado. A primeira questão a ser analisada é o contexto em que este pastor está inserido.  Ou seja, é necessário manter uma segunda vocação? Se for por conta de questões financeiras, a resposta pode ser sim. Segundo, a sua vocação secular irá atrapalhar seu ministério? Terá tempo suficiente no cuidado de suas ovelhas? Terá tempo para sua vida devocional (orações e estudo)? Conheço pastores que trabalham o dia inteiro, e chegam em casa somente para tomar banho pegar a bíblia e ir para o púlpito. Se o caso for esse, creio que ser bivocacionado não será uma boa idéia ou alternativa. Mas como exceção a regra, falo do meu exemplo: Na igreja em que pastoreei ano passado, trabalhavamos em dois pastores, e um atendia de manhã e o outro à tarde, dessa forma sobrava um tempo para cada um de nós desenvolver uma outra função. Se assim for, creio que o ministério bivocacional pode funcionar muito bem.
O aspecto positivo do ministério bivocacional é: Poder ir além dos muros da igreja, sendo também reconhecido como um importante profissional secular.
Já o aspecto negativo é: Acabar tendo que dividir o tempo pastoral em atividades seculares, deixando seu rebanho a mercê do contato pastor-ovelha. Se esse for o caso, creio que o melhor mesmo, é ter um tempo integral para a obra de Deus, e o rebanho a nós confiado.

Deus nos abençoe! 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

CALE A BOCA MAX WEBER: CALVINO NUNCA DISSE ISSO!

Certamente você já ouviu falar de Maximilian Carl Emil Weber, mais conhecido como Max Weber (18641920). Esse alemão é considerado um dos pais da sociologia. Sem tirar seu mérito, Max Weber fez grandes contribuições ao campo teórico sociológico, e sua obra máxima é: “A ética protestante e o espírito do capitalismo”.
            Nesse livro o autor analisa o nascimento do capitalismo na Europa, e sua investigação se dá a partir da vida de protestantes que foram estereotipados em um conceito chamado Puritanismo. Weber vai fazer algumas afirmações um tanto complexas como: É a partir da vida religiosa dos protestantes puritanos que nasce o capitalismo. Weber foi um tanto infeliz ao fazer essas afirmações, pois em primeiro lugar: nem toda Europa era protestante. Segundo: o capitalismo está muito mais ligado ao mercantilismo, do que a vida religiosa de protestantes da Alemanha. E terceiro: tal afirmação faz uma supervalorização da superestrutura em detrimento da base (economia). Logo, não conseguimos enxergar o nascimento do capetalismo aliado a “ética protestante”.
            Mas, mais infeliz ainda que o próprio Weber, são os interpretes do próprio. É comum lermos comentários sobre Weber e encontramos esse tipo de afirmação. E em um livro didático de filosofia que lecionei no primeiro ano do ensino médio este ano, dizia o seguinte:

“No Calvinismo, houve uma associação entre o acúmulo de riquezas e a salvação religiosa. Para os calvinistas, o sucesso financeiro era sinônimo de redenção. Governo e religião incitavam as pessoas a ser economicamente bem sucedidas”. (BARBOSA, Josane. & JULK, Joelson. – 2010, p. 16-17 – Dom Bosco).

            Absolutamente, Calvino nunca disse isso! Ou seja, a doutrina calvinista diz que: “...o homem foi tão afetado pela queda que é totalmente incapaz de fazer qualquer bem espiritual e é, portanto, impossível que ele faça algo de si mesmo que contribua para a sua salvação. O homem não regenerado está espiritual e pactualmente morto e não pode entender a verdade espiritual. Ele, portanto, não tem capacidade de escolher a Deus”. A questão financeira nunca esteve aliada ao conceito de salvação, pelo menos em Calvino.
            Essa deturpação histórica e doutrinaria tem trazido algumas heresias para a Igreja Cristã, a partir da idéia de que ao eu ser ”salvo”, certamente ficarei rico. E o que dizer do próprio Cristo: “E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” (Lc. 9.58), bom, se a interpretação dos interpretes de Weber estivesse correta, o que diríamos do filho de Deus, ao mencionar o versículo acima? É por essas e outras, que o sincretismo religioso tem adentrado os templos evangélicos, e adulterado a legitima mensagem do evangelho de Cristo, tornando-o um simples modo de ascensão material.
O Apóstolo Paulo vai concluir dizendo: “Se esperamos em Cristo somente nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens (1. Co. 15.19).
 Deus nos Abencoe!

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” – João 8.32

sábado, 27 de novembro de 2010

O SÁBADO SENDO SABATINADO EM UM DIA DE SÁBADO!

O antigo testamento possui 613 mandamentos que compõem os cinco primeiros livros da bíblia, também conhecido em hebraico por Torá, e em grego por Pentateuco. As leis mais detalhadas do antigo testamento estão nos livros do Êxodo, Levítico e Deuteronômio.

No Antigo testamento, Deus apresenta-se ao povo como o Deus desconhecido “Eu sou”, e começa a dar diretrizes básicas para a vida social, civil e religiosa do povo de Israel. As primeiras leis foram dadas por Deus, como os 10 mandamentos (Êxodo 20), por intermédio do profeta Moisés. Após o decálogo (10 mandamentos), Moisés continua a elaborar as leis que norteariam a vida do povo de Israel. Vale lembrar, que boa parte destas leis contidas principalmente em Levítico, foram adaptadas da antiga e primeira lei da humanidade, conhecida como Lei de Talião (ou Código de Hamurabi), ex: “Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé,; Ex. 21.24”.

Para toda e qualquer ação do ser humano havia uma lei, desde suas necessidades fisiológicas, a vida religiosa. Mas a grande temática desta lei, era sem dúvida em relação a vida religiosa, pois cumprir a Lei era sinônimo de bênçãos, Deuteronômio 28 “E SERÁ que, se ouvires a voz do SENHOR teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o SENHOR teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra.” O grande problema de Israel foi realmente esse, de não cumprir os mandamentos de Deus, no tocante a fidelidade para com Ele. O mandamento mais descumprido do A. T., foi sem dúvida o do Êxodo 20.3.4.5, ou seja, ora o povo de Israel servia a Deus, ora servia a outros deuses e se inclinavam após eles, e desta forma vinha o juízo de Deus sobre o povo de Israel. Se fossemos resumir a história de Israel no A. T. seria esta: Ora o povo estava servindo e sendo fiel a Deus, e sendo abençoado por Ele; ora estava servindo a outros deuses e sendo castigado por Deus (YAWEH, JEOVÀ). Em todo o A. T., vemos a mesma história, “e fez o que era mal aos olhos do Senhor”, consulte o livro das Crônicas.
Assim sendo, todo e qualquer bom judeu ou israelita deveria guardar a lei, pois era indispensável para servir a Deus. E hoje, guardamos a Lei? É preciso? Todos os mandamentos? Alguns? Quais? Por quê?

Vejamos:

Jesus disse: "Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim revogar, mas cumprir." (Mateus 5: 17). Jesus sendo judeu (Jo 4.22) era óbvio que deveria cumprir a lei, e o que de fato fez. Mas a grande temática do Novo Testamento é: A Lei x a Graça, ou seja, Jesus veio inaugurar o Reino de Deus ou o Reino dos Céus, confrontando aspectos da Lei sob a tutela dos Fariseus. Os Fariseus eram os religiosos da época (sacerdotes), que tinham as obrigações para com o templo, e logo com a Lei de Moisés. O grande problema é que os sacerdotes (Fariseus) não entenderam, não conheceram o reino messiânico e nem aceitaram Jesus como o Messias esperado (Salvador). Desde o gênesis as profecias apontavam para Jesus Cristo, como sendo o Messias (Salvador) "O SENHOR teu Deus te levantará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis;" (Deuteronômio 18:15), mas por um propósito divino a classe sacerdotal não aceitou Cristo como messias, e logo o condenaram, bem como suas práticas e suas doutrinas, "A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos;" (Atos 2 : 23).

Desta forma, Jesus tornou-se um inimigo dos Fariseus, pois interpretavam que Jesus não era de fato o Cristo, por isso perseguiam-no tentando achar ocasião par incriminá-lo, para que Este fosse crucificado. “Dize-nos, pois, que te parece? É lícito pagar o tributo a César, ou não? Jesus, porém, conhecendo a sua malícia, disse: Por que me experimentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo. E eles lhe apresentaram um dinheiro. E ele diz-lhes: De quem é esta efígie e esta inscrição? Dizem-lhe eles: De César. Então ele lhes disse: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. E eles, ouvindo isto, maravilharam-se, e, deixando-o, se retiraram” Mt 22.17.22. As passagens são inúmeras onde retratam o confronto entre Jesus e os Escribas e Fariseus, e Jesus condenou veemente a conduta dessas classes, pois eram homens que não viviam o que pregavam, ou seja, eram os hipócritas, cobravam toda a Lei do povo (fardo pesado), mas eles não cumpriam a Lei como deveriam. "Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós”. (Mt. 23.13-15). Assim, para nós hoje, o termo “Fariseu” tornou-se uma conotação má (pejorativo), ou seja, se alguém nos chamar de Fariseu, está nos dizendo que não vivemos o que pregamos.

Nos evangelhos então vemos a disputa entre Jesus e os Fariseus. Jesus de um lado mostrando empiricamente que era o Filho do Homem; e os Fariseus do outro cobrando uma exaustiva Lei de 613 mandamentos que nem eles mesmos cumpriam, mas que cobravam do povo. Assim, qualquer ação de Jesus que não estivesse em consonância com a Lei seria considerada uma blasfêmia para os Fariseus. Os Fariseus cobravam a Lei, e Jesus cobrava o Amor.

Logo, a situação em questão aqui é a do Sábado. Elemento da Lei, que deveria ser cumprido à risca no qual Jesus encontrou problema:

 “NAQUELE tempo passou Jesus pelas searas, em um sábado; e os seus discípulos, tendo fome, começaram a colher espigas, e a comer. E os fariseus, vendo isto, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer num sábado. Ele, porém, lhes disse: Não tendes lido o que fez Davi, quando teve fome, ele e os que com ele estavam? Como entrou na casa de Deus, e comeu os pães da proposição, que não lhe era lícito comer, nem aos que com ele estavam, mas só aos sacerdotes? Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa? Pois eu vos digo que está aqui quem é maior do que o templo. Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes. Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor. E, partindo dali, chegou à sinagoga deles. E, estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada; e eles, para o acusarem, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados? E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela, e a levantará? Pois, quanto mais vale um homem do que uma ovelha? É, por conseqüência, lícito fazer bem nos sábados. Então disse àquele homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e ficou sã como a outra.  E os fariseus, tendo saído, formaram conselho contra ele, para o matarem”. Mt.12.1-14.

Jesus não estava dizendo que a Lei era má, ou que Ele queria revogar o cumprimento de se guardar o sábado, Ele queria dizer que o Amor a Deus e ao próximo, era maior que o sábado, e que boas ações como a demonstração de Amor ao próximo eram feitas também no sábado, e eram condenadas pelos Fariseus. Jesus disse: “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”  Mt.11.27-30. O Fardo  qual Jesus se referia era justamente o da Lei, ou seja, os Fariseus colocavam um fardo pesadíssimo (cobrança da Lei) ao povo, e não viviam o Amor a Deus e ao Próximo.

“E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo:  Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” Mt 22.35-40. Aqui está o tema central do Novo Testamento, que os Fariseus não entenderam nem aceitaram, nem mesmo ainda hoje, alguns de nós.

Paulo vai dizer: “IRMÃOS, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para sua salvação. Porque lhes dou testemunho de que têm zelo de Deus, mas não com entendimento. Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus. Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê” Romanos 10.1-4. Paulo demonstra que os judeus não conheceram a justiça de Deus através de Cristo, e enfatiza: o fim da lei é Cristo.

Se a bíblia afirma que o fim da Lei é Cristo, porque então devemos guardar a Lei? E se guardamos, guardamos toda a Lei? Ou somente alguns aspectos da Lei. Tiago afirma: "Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos." (Tiago 2:10). Se queremos observar a Lei, devemos cumprir todos os 613 mandamentos que nela contém, senão seremos culpados de todos.  

> Se queremos guardar a Lei, então não só podemos guardar o sábado e esquecer dos demais mandamentos como: “Mas a mulher, quando tiver fluxo, e o seu fluxo de sangue estiver na sua carne, estará sete dias na sua separação, e qualquer que a tocar, será imundo até à tarde. E tudo aquilo sobre o que ela se deitar durante a sua separação, será imundo; e tudo sobre o que se assentar, será imundo”. Lv 15.19-20. A mulher no A. T., no seu período menstrual deveria se retirar-se por 7 dias do arraial, até que acabasse seu ciclo, pois era considerada imunda. Logo, se cumprimos a Lei hoje, toda mulher em seu período menstrual, deve se retirar de casa.

> Se queremos guardar a Lei, então não só podemos guardar o sábado e esquecer dos demais mandamentos como: “E no dia oitavo se circuncidará ao menino a carne do seu prepúcio”. Lv. 12.3. Logo, se cumprimos a Lei hoje, toda a criança deve ser circuncidada (semelhante a operação de fimose) ao oitavo dia. 

> Se queremos guardar a Lei, então não só podemos guardar o sábado e esquecer dos demais mandamentos como: “Quando alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedecer à voz de seu pai e à voz de sua mãe, e, castigando-o eles, lhes não der ouvidos, Então seu pai e sua mãe pegarão nele, e o levarão aos anciãos da sua cidade, e à porta do seu lugar; E dirão aos anciãos da cidade: Este nosso filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz; é um comilão e um beberrão. Então todos os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; e tirarás o mal do meio de ti, e todo o Israel ouvirá e temerá. Dt 21.20-21. Logo, se cumprimos a Lei hoje, o que seriam dos filhos de hoje?

> Se queremos guardar a Lei, então não só podemos guardar o sábado e esquecer dos demais mandamentos como: “Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera” Lv. 20.10. Logo, se cumprimos a Lei hoje, o que seriam das traições? Compare o que Jesus fez em João 8.1-11.

Os exemplos são inúmeros, e gastaríamos tempo e papel para descrevê-los. O fato é que estamos vivendo no tempo da graça e queremos novamente voltar a Lei. Paulo diz: “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé. Gl 3.10-11. Continua: “ESTAI, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão. Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. E de novo protesto a todo o homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei. “Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído”. Gl. 5.1-4.  A carta aos Gálatas resume todo nosso pensamento, e vale apena ler e analisar o que Paulo estava combatendo.
"E Jesus, Respondendo, disse-lhes: Porventura não errais vós em razão de não conhecerdes as Escrituras nem o poder de Deus?" - Mc. 12.24 -  Deus nos abencoe!

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