quarta-feira, 6 de março de 2013

A NOIVA ILUDIDA!



Amigo, tudo bem? Sim, e você? Bem. Amigo, ficarei um tempo fora, e você sabe que estou por me casar, ou seja estou noivo, e aliás, estou apaixonado e amo minha noiva... Como confio em ti, creio que você poderá ajudar a cuidar da minha noiva enquanto eu estiver fora, pois, você sabe como ela é, ela é ingênua, simples, meiga e sem malícia nenhuma, sendo assim, você não terá dificuldades em me ajudar. Tudo bem? Posso confiar em você? Claro, cuidarei da sua noiva não só agora, mas também farei os preparativos do seu casamento, pois sei quanto ama sua noiva. Obrigado, sabia que poderia confiar em você, você é meu amigo do peito, “mora no meu coração e não paga aluguel” rs...
            O noivo foi fazer uma longa viagem e não deixou claro quanto tempo duraria, mas sabia que poderia viajar tranqüilo, pois sua noiva estava em boas mãos. O problema foi que este noivo começou a demorar na visão do seu amigo, e nisto, mais que seu amigo, sua noiva também estava muito ansiosa, e preocupada, pois não sabia quando seu noivo viria buscá-la, para então realizar o tão sonhado casamento.
          Neste intervalo de ansiedades e preocupações, começou a acontecer algumas coisas um tanto estranhas. O amigo do noivo começou a ficar por demais de perto da noiva, convidando-a para conversar, começou a elogiá-la, mas esses elogios não pareciam somente de amizade, mas que haviam alguma coisa a mais neles. Quando se reuniam o assunto era um só, o casamento da noiva. Davam risadas, imaginavam todos os detalhes, como seria linda a festa do casamento etc. Mas essa proximidade acabou rolando um “clima” por parte do amigo, e não era claro se a noiva correspondia as investidas do amigo do noivo, pois como o próprio noivo havia dito, “ela era sem malícia nenhuma”. O amigo do noivo começou a olhar a noiva com outros olhos, não mais olhos de amizade, mas olhos de interesses, e começou a achá-la bonita, atraente, cheirosa, e começou a falar-lhe ao ouvido, e o resultado: O amigo do noivo estava apaixonado pela noiva.
       E agora, que situação, que impasse! O amigo do noivo que havia recebido uma responsabilidade (cuidar da noiva e preparar seu casamento), agora estava interessado pela noiva. A essas alturas não importava mais a amizade, fidelidade e confiança, mas sim, a paixão que o amigo estava sentindo, e por isso ele agora começaria a preparar o terreno, e as investidas agora ficariam de fato sérias. Mas como fazer a noiva esquecer o casamento? (e diga-se de passagem, nem ela mesma sabia quando seria), e fazê-la apaixonar-se por mim, pensou o amigo. Talvez fazendo-lhe algumas promessas, ela poderá ceder a tentação.
O amigo não contou conversa, foi pra cima mesmo e começou a prometer o céu e a terra. Primeiramente disse a noiva que ela poderia ser muito próspera, e que ela não passaria por dificuldades financeiras, pois está escrito na palavra que “comeríamos o melhor desta terra”. Disse pra ela não temer, pois eles eram “filhos do Rei”, e filho de Rei tem que andar como príncipe. Ele disse que a ensinaria como “tomar posse da benção”, pois temos direitos diante do pai. Para multiplicar a benção financeira ela deveria semear, semear muito, pois quanto mais ela semeasse, mais seria a colheita que ela teria, pois Deus multiplica por 10 a semente dos seus filhos. Enfatizou que ela seria cabeça e não cauda, e que estaria sempre por cima, e nunca pra baixo. O amigo ainda disse que ela não precisaria se preocupar com a saúde, pois os “filhos de Deus” não podem ficar doentes, bastava ela “determinar” ou “ordenar” que as enfermidades fugiriam dela. O amigo ainda garantiu que se ela fizesse um “ato profético” sobre qualquer que fosse a situação, seria mudada segundo esse ato e palavra, e se ela tocasse o chofar então, (chifre de carneiro usado como corneta no Antigo Testamento), ai sim, o efeito se tornaria maior e mais rápido. O leitor deve estar pensando: ah mais só isso? Achei que era mais coisas? Não se engane, o amigo do noivo prometeu tanta coisa, mas tanta coisa, que até eu se fosse mulher, teria casado com o amigo do noivo, e a limitação é que, em umas poucas linhas como essas, não dariam para descrever tudo.
A noiva se preocupou por um momento, e indagou: eu não preciso me preparar para o casamento? Será que eu não preciso estudar um pouco, pra conhecer como é um casamento a luz da bíblia? O amigo disse: não, de jeito nenhum, “pois a letra mata, mas o espírito vivifica”. Você deve se preocupar somente com o Espírito, e no dia que te exigir alguma questão bíblica, o Espírito Santo vai te revelar. E olha, escuta meu conselho, disse o amigo, esse negócio de estudar Teologia deixa a pessoa fria, meio doida, entra nessa não.
A noiva agora estava confusa de uma vez, e não sabia mais como proceder, pois seu noivo não voltava para casar-se com ela, (no fundo ela tinha esperança), e agora o amigo do noivo mostrou um mundo ou realidade que de fato, mesmo que estanha, chamou a atenção dela. E agora, será que é verdade tudo o que meu amigo disse e prometeu, pensou a noiva. Será que compensa continuar esperando meu noivo?
Infelizmente caro leitor, não posso te contar ainda como foi o final desta história, pois ainda não aconteceu. Mas cabe a noiva esta decisão delicada...
“Qualquer semelhança com a realidade, é mera coincidência”...

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz a Igreja” Apocalipse 2.7

Obrigado!

terça-feira, 5 de março de 2013

Ministérios Fracassados!


 
Ótimo video, assista, e tenha um ministério "fracassado"...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

ONDE ESTÃO OS MICAÍAS?

Com certeza você já teve ter ouvido a história do profeta Micaías (1Reis 22.1-28). Ele foi contemporâneo do profeta Elias, e ambos profetizaram no Reino do Norte em Israel, nos tempos do Rei Acabe e Jezabel. 
      Possivelmente Micaías aparece no cenário religioso já encarcerado, pois “Então disse o rei de Israel: Tomai a Micaías, e tornai a levá-lo a Amom, o governador da cidade, e a Joás filho do rei. E direis: Assim diz o rei: Colocai este homem na casa do cárcere...” v.26. Micaías sai do cárcere para participar de um grande conclave em Samaria, do Rei Acabe e Josafá, pois estavam assentados em seus tronos na “praça” da cidade, para ouvirem a “voz de Deus” através dos profetas de Acabe, e que, diga-se de passagem, eram 400. Josafá que era um homem temente e de experiências com Deus, questiona Acabe, sobre seus profetas, pois os 400 “a uma voz predizem coisas boas para o rei” v.13. Acabe então diz que existia só mais um profeta, mas o grande problema é que este profeta (Micaías) só profetizava o que era mal. “Disse, porém, Josafá: Não há aqui ainda algum profeta do SENHOR, ao qual possamos consultar? “Então disse o rei de Israel a Josafá: Ainda há um homem por quem podemos consultar ao SENHOR; porém eu o odeio, porque nunca profetiza de mim o que é bom, mas só o mal; este é Micaías, filho de Inlá” v. 7.8. Não que é Micaías profetizava o que era mal, ele profetizava a verdade, e esta dói.
         Quando Micaías se apresenta diante de Acabe e Josafá, havia um que até encenava sua profecia, usando chifres, para ilustrar melhor a sua profecia mentirosa, “E Zedequias, filho de Quenaaná, fez para si uns chifres de ferro, e disse: Assim diz o SENHOR: Com estes ferirás aos sírios, até de todo os consumir” v.11. Micaías ainda recebe uma orientação tentadora: “E o mensageiro que foi chamar a Micaías falou-lhe, dizendo: Vês aqui que as palavras dos profetas a uma voz predizem coisas boas para o rei; seja, pois, a tua palavra como a palavra de um deles, e fala bem” v.13. Afinal, não se tratava de nenhum Panha Manga (goiaba, Zé ruela, tobó etc.), mas dos Reis de Israel. Ainda assim, Micaías não se rende a pressão da maioria (400 profetas), e profetiza o contrário “Então disse ele: Vi a todo o Israel disperso pelos montes, como ovelhas que não têm pastor; e disse o SENHOR: Estes não têm senhor; torne cada um em paz para sua casa” v.17. ;“E disse Micaías: Se tu voltares em paz, o SENHOR não tem falado por mim. Disse mais: Ouvi, povos todos!”v. 28. Micaías mas ousado ainda disse: “Agora, pois, eis que o SENHOR pôs o espírito de mentira na boca de todos estes teus profetas, e o SENHOR falou o mal contra ti” v23. Ele recebe então de presente um soco no queixo (upper, será que isso que se diz no MMA?), do falso profeta Zedequias, e ainda é hostilizado pela maioria e pelo próprio Rei Acabe, mas ele não se dobrou, e pela verdade tornou a ser preso “Assim diz o rei: Colocai este homem na casa do cárcere, e sustentai-o com o pão de angústia, e com água de amargura, até que eu venha em paz. E disse Micaías: Se tu voltares em paz, o SENHOR não tem falado por mim. Disse mais: Ouvi, povos todos!”.v. 27.28.   
         A pergunta que não quer calar: Ei líder, de que lado você está, de Micaías ou dos profetas de baal? Não estamos percebendo, mais estamos mais parecidos com os profetas de baal, do que com Micaías, pois tememos “Acabe”, seus favores e a mesa farta de Jezabel. Os profetas de baal profetizavam aquilo que agradava ao Rei, pois desta forma não teriam problemas com ninguém. Nós vendemos nossos princípios e valores eternos por medo de “Acabe”, por medo de perdermos seus favores, títulos e regalias. 
     Somos verdadeiros fariseus e hipócritas em nossos púlpitos, quando pregamos: “Precisamos ser como João Batista, como Elias, Isaías, Jeremias etc., precisamos ter compromisso com a verdade, doe a quem doer, custe o que custar”, mas na prática o dedo em riste só serve para “panha manga”. Estamos vivendo um evangelho darwinista, onde é o mais forte que sobrevive. Estamos sendo coniventes com a mentira, e nisso nos tornamos filhos do diabo, "Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira."(João 8 : 44). Pregamos a fidelidade, principalmente em dízimos e ofertas, mas na prática não cumprimos nem mesmo a nossa obrigação para com nossos ministérios, a estes, Jesus descreveu-os muito bem, Fariseus e Hipócritas. Estamos preocupados em agradar mais a “Acabe” e a suas instituições, do que ao Senhor e a sua palavra.
        Sinceramente, não é este tipo de “igreja” que quero deixar pra minha filha, não fui ficar enclausurado 4anos no seminário para ver “Acabe e seus 400 profetas reinando”, e ficar simplesmente calado. Não estamos precisando de pentecoste, “avivamento” ou “reavivamento”, estamos precisando mesmo é de vergonha na cara, estamos precisando é nascer de novo, e ter uma mudança de caráter. Precisamos voltar a tratar o que é santo com santidade, e tratar o pecado como pecado, e não usarmos “eufemismos religiosos”, pois a noiva de Cristo merece respeito, não podemos flertar com a noiva do cordeiro, e “iludir” ela, pois isto é uma traição!
        Não me arrependo de ter assumido meu chamado, nem te ter ido pro seminário, pois conheci o evangelho de Cristo, e se precisa-se, faria tudo de novo. Seria muito orgulho e arrogância eu me comparar com o Micaías, pois sei que “não sou digno de carregar nem suas sandálias”, mas minha parte estou fazendo, e mesmo que minha cabeça seja servida num prato aos “Herodes” da religião, quando eu chegar no céu, Jesus com a mão num sinal de jóia, falará: “Valeu Jean”. 

Escrevo e uso esse espaço “democrático” chamado internet, pois sei que posso ser a voz daqueles foram e estão sendo calados pelos “Acabes da Religião”. Micaías de todo o mundo, uní-vos!
“A verdade não é uma prostituta que se vende a qualquer preço” – A. Schopenhauer. 

Com pesar, no ardor de Micaías e Cristo, seu servo inútil Panha manga: Jean Carlos.

Obrigado!.

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