segunda-feira, 3 de junho de 2013

Como ser, se não sei o que é?



Muito se fala em Ser, e não Ter. Creditamos geralmente as pessoas que tem, (geralmente posses ou status), de não ser, e as que não tem, de ser. Mas nem sempre é assim, mesmo pessoas que não tem, as vezes também não são. Mas serei o que? Quem me mostrará o que é ser? Como saber o que é Ser se não tenho exemplo do que é?
A televisão me mostrará o que é ser? Não, de jeito nenhum!
Os políticos me mostrarão o que é ser? Estão demonstrando que não!
Os jornais me mostrarão o que é ser? Não, não!
Os magistrados me mostrarão o que é ser? Seraá???
As sociedades civis me mostrarão o que é ser? Um...
Os religiosos me mostrarão o que é ser? Não podemos generalizar...
Enfim, a lista poderia alongar-se demais, mas a pergunta que não quer calar é: “Ser ou não ser, eis a questão” – Shakespeare
            Lembrei-me de alguém que foi e que É, e que nos ensinou a Ser, Cristo. Ele, mesmo tendo a Glória e Poder do Pai, não ousou Ter, antes preferiu Ser. E mesmo sendo, não se orgulhava em Ser e dizer que era, antes por sua humildade constrangia os que lhe rodeava a também ser.
Se ele É, e nos ensinou a Ser, por que é que não somos? Por que insistimos em parecer do que Ser? Por que nos encantamos tanto com o Ter? Nós só seremos o dia em que buscarmos em Cristo Ser o que Ele foi e É. Nossas crianças só serão o dia que dermos o exemplo de Ser.
Se você não é, busque ser, pois, “O ser é, o não ser não é” - Parmênides...

Obrigado!

domingo, 14 de abril de 2013

Pra que outros possam viver, Vale a pena morrer!


Uma das melhores ministrações que ouvi nesses últimos tempos...
 
Vale a pena morrer...

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Como assim, "não toque no ungido do Senhor"?! Texto: Augustus Nicodemus

Há várias passagens na Bíblia onde aparecem expressões iguais ou semelhantes a estas do título desta postagem:

A ninguém permitiu que os oprimisse; antes, por amor deles, repreendeu a reis, dizendo: Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas (1Cr 16:21-22; cf. Sl 105:15).

Todavia, a passagem mais conhecida é aquela em que Davi, sendo pressionado pelos seus homens para aproveitar a oportunidade de matar Saul na caverna, respondeu: "O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele [Saul], pois é o ungido do Senhor" (1Sm 24:6).

Noutra ocasião, Davi impediu com o mesmo argumento que Abisai, seu homem de confiança, matasse Saul, que dormia tranquilamente ao relento: "Não o mates, pois quem haverá que estenda a mão contra o ungido do Senhor e fique inocente?" (1Sm 26:9).
Davi de tal forma respeitava Saul, como ungido do Senhor, que não perdoou o homem que o matou: “Como não temeste estender a mão para matares o ungido do Senhor?” (2Sm 1:14).

Esta relutância de Davi em matar Saul por ser ele o ungido do Senhor tem sido interpretado por muitos evangélicos como um princípio bíblico referente aos pastores e líderes a ser observado em nossos dias, nas igrejas cristãs. Para eles, uma vez que os pastores, bispos e apóstolos são os ungidos do Senhor, não se pode levantar a mão contra eles, isto é, não se pode acusa-los, contraditá-los, questioná-los, criticá-los e muito menos mover-se qualquer ação contrária a eles. A unção do Senhor funcionaria como uma espécie de proteção e imunidade dada por Deus aos seus ungidos. Ir contra eles seria ir contra o próprio Deus.


Mas, será que é isto mesmo que a Bíblia ensina?

A expressão “ungido do Senhor” usada na Bíblia em referência aos reis de Israel se deve ao fato de que os mesmos eram oficialmente escolhidos e designados por Deus para ocupar o cargo mediante a unção feita por um juiz ou profeta. Na ocasião, era derramado óleo sobre sua cabeça para separá-lo para o cargo. Foi o que Samuel fez com Saul (1Sam 10:1) e depois com Davi (1Sam 16:13).

A razão pela qual Davi não queria matar Saul era porque reconhecia que ele, mesmo de forma indigna, ocupava um cargo designado por Deus. Davi não queria ser culpado de matar aquele que havia recebido a unção real.

Mas, o que não se pode ignorar é que este respeito pela vida do rei não impediu Davi de confrontar Saul e acusá-lo de injustiça e perversidade em persegui-lo sem causa (1Sam 24:15). Davi não iria matá-lo, mas invocou a Deus como juiz contra Saul, diante de todo o exército de Israel, e pediu abertamente a Deus que castigasse Saul, vingando a ele, Davi (1Sam 24:12). Davi também dizia a seus aliados que a hora de Saul estava por chegar, quando o próprio Deus haveria de matá-lo por seus pecados (1Sam 26:9-10).

O Salmo 18 é atribuído a Davi, que o teria composto “no dia em que o Senhor o livrou de todos os seus inimigos e das mãos de Saul”. Não podemos ter plena certeza da veracidade deste cabeçalho, mas existe a grande possibilidade de que reflita o exato momento histórico em que foi composto. Sendo assim, o que vemos é Davi compondo um salmo de gratidão a Deus por tê-lo livrado do “homem violento” (Sl 18:48), por ter tomado vingança dos que o perseguiam (Sl 18:47).

Em resumo, Davi não queria ser aquele que haveria de matar o ímpio rei Saul pelo fato do mesmo ter sido ungido com óleo pelo profeta Samuel para ser rei de Israel. Isto, todavia, não impediu Davi de enfrentá-lo, confrontá-lo, invocar o juízo e a vingança de Deus contra ele, e entregá-lo nas mãos do Senhor para que ao seu tempo o castigasse devidamente por seus pecados.

O que não entendo é como, então, alguém pode tomar a história de Davi se recusando a matar Saul, por ser o ungido do Senhor, como base para este estranho conceito de que não se pode questionar, confrontar, contraditar, discordar e mesmo enfrentar com firmeza pessoas que ocupam posição de autoridade nas igrejas quando os mesmos se tornam repreensíveis na doutrina e na prática.

Não há dúvida que nossos líderes espirituais merecem todo nosso respeito e confiança, e que devemos acatar a autoridade deles – enquanto, é claro, eles estiverem submissos à Palavra de Deus, pregando a verdade e andando de maneira digna, honesta e verdadeira. Quando se tornam repreensíveis, devem ser corrigidos e admoestados. Paulo orienta Timóteo da seguinte maneira, no caso de presbíteros (bispos/pastores) que errarem:
"Não aceites denúncia contra presbítero, senão exclusivamente sob o depoimento de duas ou três testemunhas. Quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os demais temam" (1Tim 5:19-20).

Os “que vivem no pecado”, pelo contexto, é uma referência aos presbíteros mencionados no versículo anterior. Os mesmos devem ser repreendidos publicamente.

Mas, o que impressiona mesmo é a seguinte constatação. Nunca os apóstolos de Jesus Cristo apelaram para a “imunidade da unção” quando foram acusados, perseguidos e vilipendiados pelos próprios crentes. O melhor exemplo é o do próprio apóstolo Paulo, ungido por Deus para ser apóstolo dos gentios. Quantos sofrimentos ele não passou às mãos dos crentes da igreja de Corinto, seus próprios filhos na fé! Reproduzo apenas uma passagem de sua primeira carta a eles, onde ele revela toda a ironia, veneno, maldade e sarcasmo com que os coríntios o tratavam:

"Já estais fartos, já estais ricos; chegastes a reinar sem nós; sim, tomara reinásseis para que também nós viéssemos a reinar convosco.
Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens.
Nós somos loucos por causa de Cristo, e vós, sábios em Cristo; nós, fracos, e vós, fortes; vós, nobres, e nós, desprezíveis.
Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos.
Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar; pelo contrário, para vos admoestar como a filhos meus amados. Porque, ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; pois eu, pelo evangelho, vos gerei em Cristo Jesus. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores" (1Cor 4:8-17).

Por que é que eu não encontro nesta queixa de Paulo a repreensão, “como vocês ousam se levantar contra o ungido do Senhor?” Homens de Deus, os verdadeiros ungidos por Ele para o trabalho pastoral, não respondem às discordâncias, críticas e questionamentos calando a boca das ovelhas com “não me toque que sou ungido do Senhor,” mas com trabalho, argumentos, verdade e sinceridade.

“Não toque no ungido do Senhor” é apelação de quem não tem nem argumento e nem exemplo para dar como resposta.

quarta-feira, 6 de março de 2013

A NOIVA ILUDIDA!



Amigo, tudo bem? Sim, e você? Bem. Amigo, ficarei um tempo fora, e você sabe que estou por me casar, ou seja estou noivo, e aliás, estou apaixonado e amo minha noiva... Como confio em ti, creio que você poderá ajudar a cuidar da minha noiva enquanto eu estiver fora, pois, você sabe como ela é, ela é ingênua, simples, meiga e sem malícia nenhuma, sendo assim, você não terá dificuldades em me ajudar. Tudo bem? Posso confiar em você? Claro, cuidarei da sua noiva não só agora, mas também farei os preparativos do seu casamento, pois sei quanto ama sua noiva. Obrigado, sabia que poderia confiar em você, você é meu amigo do peito, “mora no meu coração e não paga aluguel” rs...
            O noivo foi fazer uma longa viagem e não deixou claro quanto tempo duraria, mas sabia que poderia viajar tranqüilo, pois sua noiva estava em boas mãos. O problema foi que este noivo começou a demorar na visão do seu amigo, e nisto, mais que seu amigo, sua noiva também estava muito ansiosa, e preocupada, pois não sabia quando seu noivo viria buscá-la, para então realizar o tão sonhado casamento.
          Neste intervalo de ansiedades e preocupações, começou a acontecer algumas coisas um tanto estranhas. O amigo do noivo começou a ficar por demais de perto da noiva, convidando-a para conversar, começou a elogiá-la, mas esses elogios não pareciam somente de amizade, mas que haviam alguma coisa a mais neles. Quando se reuniam o assunto era um só, o casamento da noiva. Davam risadas, imaginavam todos os detalhes, como seria linda a festa do casamento etc. Mas essa proximidade acabou rolando um “clima” por parte do amigo, e não era claro se a noiva correspondia as investidas do amigo do noivo, pois como o próprio noivo havia dito, “ela era sem malícia nenhuma”. O amigo do noivo começou a olhar a noiva com outros olhos, não mais olhos de amizade, mas olhos de interesses, e começou a achá-la bonita, atraente, cheirosa, e começou a falar-lhe ao ouvido, e o resultado: O amigo do noivo estava apaixonado pela noiva.
       E agora, que situação, que impasse! O amigo do noivo que havia recebido uma responsabilidade (cuidar da noiva e preparar seu casamento), agora estava interessado pela noiva. A essas alturas não importava mais a amizade, fidelidade e confiança, mas sim, a paixão que o amigo estava sentindo, e por isso ele agora começaria a preparar o terreno, e as investidas agora ficariam de fato sérias. Mas como fazer a noiva esquecer o casamento? (e diga-se de passagem, nem ela mesma sabia quando seria), e fazê-la apaixonar-se por mim, pensou o amigo. Talvez fazendo-lhe algumas promessas, ela poderá ceder a tentação.
O amigo não contou conversa, foi pra cima mesmo e começou a prometer o céu e a terra. Primeiramente disse a noiva que ela poderia ser muito próspera, e que ela não passaria por dificuldades financeiras, pois está escrito na palavra que “comeríamos o melhor desta terra”. Disse pra ela não temer, pois eles eram “filhos do Rei”, e filho de Rei tem que andar como príncipe. Ele disse que a ensinaria como “tomar posse da benção”, pois temos direitos diante do pai. Para multiplicar a benção financeira ela deveria semear, semear muito, pois quanto mais ela semeasse, mais seria a colheita que ela teria, pois Deus multiplica por 10 a semente dos seus filhos. Enfatizou que ela seria cabeça e não cauda, e que estaria sempre por cima, e nunca pra baixo. O amigo ainda disse que ela não precisaria se preocupar com a saúde, pois os “filhos de Deus” não podem ficar doentes, bastava ela “determinar” ou “ordenar” que as enfermidades fugiriam dela. O amigo ainda garantiu que se ela fizesse um “ato profético” sobre qualquer que fosse a situação, seria mudada segundo esse ato e palavra, e se ela tocasse o chofar então, (chifre de carneiro usado como corneta no Antigo Testamento), ai sim, o efeito se tornaria maior e mais rápido. O leitor deve estar pensando: ah mais só isso? Achei que era mais coisas? Não se engane, o amigo do noivo prometeu tanta coisa, mas tanta coisa, que até eu se fosse mulher, teria casado com o amigo do noivo, e a limitação é que, em umas poucas linhas como essas, não dariam para descrever tudo.
A noiva se preocupou por um momento, e indagou: eu não preciso me preparar para o casamento? Será que eu não preciso estudar um pouco, pra conhecer como é um casamento a luz da bíblia? O amigo disse: não, de jeito nenhum, “pois a letra mata, mas o espírito vivifica”. Você deve se preocupar somente com o Espírito, e no dia que te exigir alguma questão bíblica, o Espírito Santo vai te revelar. E olha, escuta meu conselho, disse o amigo, esse negócio de estudar Teologia deixa a pessoa fria, meio doida, entra nessa não.
A noiva agora estava confusa de uma vez, e não sabia mais como proceder, pois seu noivo não voltava para casar-se com ela, (no fundo ela tinha esperança), e agora o amigo do noivo mostrou um mundo ou realidade que de fato, mesmo que estanha, chamou a atenção dela. E agora, será que é verdade tudo o que meu amigo disse e prometeu, pensou a noiva. Será que compensa continuar esperando meu noivo?
Infelizmente caro leitor, não posso te contar ainda como foi o final desta história, pois ainda não aconteceu. Mas cabe a noiva esta decisão delicada...
“Qualquer semelhança com a realidade, é mera coincidência”...

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz a Igreja” Apocalipse 2.7

Obrigado!

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