terça-feira, 20 de novembro de 2018
Para nascer, é necessário morrer!
Nicodemos
o mestre de Israel sabia de tudo, mas ao mesmo tempo não sabia de nada. Ele era
superficial, conhecia as leis, os ritos e preceitos, mas não conhecia o Senhor
face a face. Em um encontro com o Senhor Jesus Cristo, ele é pego em sua
própria estultícia. Nicodemos não sabe o que significa nascer de novo. A
resposta de Jesus a ele causa confusão em sua mente, pois na interpretação de
Nicodemos, como poderia o homem voltar a barriga de sua mãe?
Nicodemos
muito se assemelha as pessoas de nosso tempo. Já ouviram falar de Jesus, citam
os mandamentos, narram as histórias bíblicas, mas ainda assim, desconhecem
verdadeiramente a Cristo e seu Reino. São rasas e superficiais, elas conhecem
Deus apenas de ouvir falar, mas seus olhos nunca virão o mestre, como um dia
bem disse Jó.
Em
clubes, festas, associações etc., a condição para você entrar, e participar é o
seu título, convite, ingresso, e com este você exige o seu direito. Mas no
Reino de Deus é diferente, lá não há preço no mundo que possa ser pago por nós
para entrarmos. A condição proposta por Jesus para entrarmos em seu reino é
somente nascermos novamente, mas dessa vez, da água e do Espírito. Para entrar
no Reino de Deus é necessário arrependermos dos nossos pecados, e vivermos uma
vida pra Ele. O novo nascimento para ingresso no Reino não é promovido pela
água, pois sem arrependimento o batismo se torna somente um banho. Nascer de
novo é muito mais que entrar na água da piscina ou rio, é estabelecer
primeiramente no coração a aliança firmada com Deus, e daí sim, demonstrá-la
publicamente que a partir de então, nascemos de novo.
Jesus
te chama não para tomar banho, mas para deixar que a água da vida inunde seu
coração e alma, causando uma limpeza dos seus pecados, e o transformando em
nova criatura!
quarta-feira, 19 de setembro de 2018
Quem é você? Dedicado a minha esposa Isamaira!
Quem é você?
Alguns te chamam de Maira, Marita, Isamaira, Isa ou ainda
pastora ou missionária, eu porém lhe chamo de Amor!
Quem é você? Você é uma mulher corajosa e convicta! Abriu
mão da possibilidade de ser mais uma médica da família como seu irmão, primos e
tios, para se formar em teologia de modo interno em um seminário. Hoje você é
uma médica da alma, não psiquiatra, mas além deles, os psiquiatras são capazes
de descobrir causas e seus possíveis efeitos, medicar, mas não preparar para a
eternidade. Você sim, de modo corajoso escolheu a melhor parte, e essa não será
tirada. Quando as cortinas se fecharem e quando nos encontrarmos com nosso
Senhor, suas mãos estarão cheias de frutos para apresentar ao nosso Deus.
Quem é você? Uma ótima mãe! Cuida das nossas filhas com
excelência, e que aliás, agora são três. Seu zelo como mãe, seu carinho e
cuidado demonstrado a nossas filhas me impressiona, e nos torna uma família
feliz!
Quem é você? Uma pessoa espontânea! Sua alegria contagia,
onde você está a festa é certa. Nossas palestras para casamento não teriam o
mesmo brilho se você não estivesse. Meu ministério seria incompleto se você não
me auxiliasse. Seu jeito sanguíneo é que completa meu jeito melancólico de
temperamento. Continue a contagiar nossas vidas. Quando você está em silêncio e
não está sorrindo, é um sinal de algo não vai bem, por isso sorria, é assim que
você é, alegre e feliz!
Quem é você? Você é tudo que eu preciso, nem mais, nem
menos! Dia 27/12 deste ano faremos 10 anos juntos, e tenho a plena certeza que
o que Deus fez, faz e continuará fazendo em nossa vidas é maravilhoso. Sou
grato a Deus por cada benção e detalhe em nossas vidas. Nosso casamento é
semelhante ao vinho, quanto mais tempo passa, melhor fica.
Quem é você? Você é o que Deus desejou que você fosse,
assim como você, independente de títulos ou da avaliação de quem quer que seja.
Você é tudo isso, mas como já ficou grande o texto, lhe falarei mais
pessoalmente!
Feliz aniversário!
Te amo pra sempre até a
eternidade!
quinta-feira, 26 de julho de 2018
A Banalização do uso do termo “Profético”!
De tempos em tempos os modismos se renovam, e no meio cristão evangélico não é diferente. Alguém um dia disse que “Os alemães inventaram a teologia, os americanos estragaram, e os brasileiros comeram” (autor desconhecido). A grande parte dos modismos ou movimentos que se encontram em solo tupiniquim são importados. Nós temos a tendência de copiar a patifaria do besteirol gospel que tanto faz mal ao evangelho, pelo simples anseio de crescer numericamente, mas esquecemos que nem sempre quantidade é qualidade.
É impressionante o fetiche que o neopentecostalismo tem
pelo mágico e pelo místico. A produção de um suposto ambiente “espiritualizado”
se tornou a especialidade desse movimento. Para tanto, o que se julga
“espiritual” precisa ser customizado para atingir os seus devidos fins. Mas
para não falarmos de tantos adereços que compõem o culto neopentecostal, vamos
pensar somente na banalização que se tem feito, do uso do termo profético.
Tudo que precisa parecer espiritual leva o nome de
profético, ou seja, o termo é como fosse um tipo de ISO9001 “celestial”, onde
como um carimbo mágico e místico, valida como fidedigno, fiel e bíblico, aquilo
que é produção meramente humana.
O
culto é profético, a dança é profética, o clamor é profético, adoração
profética, ativação profética (o que é isso?), alinhamento profético, ato
patético, ops, profético, e por aí vai. Acrescenta-se ao final de qualquer
coisa o termo profético, pronto, aí está algo “espiritual”, #SQN (só que não).
Mas o leitor pode prontamente perguntar, mas no Antigo
Testamento não havia a ação profética? Sim, todos aqueles que eram vocacionados
por Deus para exercer o oficio Profético eram encarregados para profetizar, o
que não tem nada a ver com o Novo Testamento, lembrando que João Batista foi o
último dos profetas do A.T., “A Lei e os
Profetas profetizaram até João. Desse tempo em diante estão sendo pregadas as
boas-novas do Reino de Deus..” Lc.16.16.
Outro detalhe que precisa ser lembrado, é que dom de
profecia, não tem a ver com o oficio profético veterotestamentário. No N.T, foi
dado dons aos homens, e um deles é o dom de profetizar. Logo ministério
profético é uma coisa, e dom de profecia ou profetizar é outra totalmente
diferente.
Talvez a única passagem que encontramos o uso do termo é
na Versão NVI, em 2Rs. 2.9 “Depois de
atravessar, Elias disse a Eliseu: “O que posso fazer em seu favor antes que eu
seja levado para longe de você?” Respondeu Eliseu: “Faze de mim o principal
herdeiro de teu espírito profético”, no Hebraico literal: Dá-me porção
dupla do teu espírito.
E
também na King James em, 1Sm. 19.21, “Logo
Saul foi informado do que ocorrera, e apressou-se em mandar outros mensageiros,
os quais, da mesma maneira, entraram em êxtase. Em seguida, Saul mandou um
terceiro grupo, e também estes foram tomados por aquele transe profético”.
As demais traduções como NVI, ARC, ARA, NTLH traduzem por profetizavam ou
apenas transe, não incluindo o termo profético.
Enfim,
o que quero levar o leitor a pensar, é que a apropriação do termo profético no
culto cristão é Anacrônico, e
descabido de contexto. E o pior de tudo, é usá-lo como Merchandising:
“é uma ferramenta de Marketing, formada pelo
conjunto de técnicas responsáveis pela informação e apresentação destacada dos
produtos no ponto de venda, de maneira tal que acelere sua rotatividade”.
A
distinção que se faz de cultos cristãos e cultos cristãos, é que alguns precisam
incitar o mágico e místico para o consumidor final, diga-se de passagem -
alguém que é fascinado pelo oculto – para que a lei da oferta e procura cumpra
seu papel, também no ambiente Cristão.
Já
Percebeu que nem Cristo, nem qualquer dos apóstolos tentaram espiritualizar o
evangelho? No momento mais singular e importante do N.T., em atos 2, quando da
descida do Espírito Santo, Pedro apenas faz a seguinte citação: “Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel”.
At. 2.16, e logo passa expor-lhes as escrituras para que mostrar que ela se
cumpre em Cristo.
Duas
coisas podem acontecem diante desse suposto momento e cenário “profético”.
Primeiro, podemos assistir a bestialização dos que se imergiram de tal forma
nesse dito ambiente profético, que não consiga distinguir mais o que é o real e
simples, corriqueiro e cotidiano. O culto sem pirotecnia, da palavra pela
palavra, pode perder a sua “graça”.
Segundo,
pode haver um enjoo, repulsa, entojo, asco, aversão, e desta forma um desejo
por algo mais sólido e concreto, por algo mais simples e menos
“espiritualizado”. E desta forma, um retorno a palavra, consequentemente sem
qualquer adereço de pseudo espiritualidade, e que aliás, está havendo uma migração
de pessoas dos badalados “cultos proféticos”, em busca de palavra e consistência
bíblica.
Me
preocupo seriamente com a banalização da espiritualidade, de vermos cada vez
mais espiritualidade sem o Espírito. Não se engane, o evangelho é simples, os
homens é que complicam ele!
Obrigado!
sexta-feira, 22 de junho de 2018
Cruz Credo!
Eu hein, cruz credo. Credo
em cruz, cruzes. Quem nunca ouviu essas expressões relacionadas a cruz? Quem
usa essas expressões coloquiais ou “gírias”, geralmente as relaciona a uma
espécie de repulsa, ou ainda como um amuleto ou palavra de proteção.
Segundo
o tio Google, “Cruz credo é uma
expressão de interjeição utilizada para expressar medo, repugnância ou nojo de
algo ou alguma coisa. Originada a partir da cultura e princípios cristãos e,
principalmente, católicos, a expressão “cruz credo” pode ser interpretada
literalmente como “creio na cruz”.
A
interpretação literal é bem mais atrativa, do que quando a usamos no seu
sentido simples e corriqueiro. Quando eu digo Cruz Credo, eu estou afirmando
que não só creio na cruz, mas também entendo o seu significado.
Cruz
credo, então quer dizer que Jesus teve que morrer para nos salvar, nos
libertando do pecado e da condenação eterna? Sim. O profeta Isaías nos diz: “Mas ele foi transpassado por causa das
nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo
que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. Todos
nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu
próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós. Ele
foi oprimido e afligido, contudo não abriu a sua boca; como um cordeiro foi
levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica
calada, ele não abriu a sua boca”. Isaías 53:5-7
Cruz
credo, Jesus morreu em uma cruz, uma espécie de pena de morte para seu tempo?
Isso mesmo, era necessário que as escrituras fossem cumpridas a risca, Atos
13,29 nos diz: “Tendo cumprido tudo o que
estava escrito a respeito dele, tiraram-no do madeiro e o colocaram num sepulcro”.
Por causa de nossa maldição, Cristo se torna maldito em nosso lugar, “Cristo nos redimiu da maldição da lei quando
se tornou maldição em nosso lugar, pois está escrito: "Maldito todo aquele
que for pendurado num madeiro". Gálatas 3:13
Cruz
credo, quanta humilhação, dor e sofrimento. Quanto desprezo, frieza e
insensibilidade. Me falta palavras para descrever o que o Senhor Jesus sentiu, suportando
toda dor do mundo por amor a humanidade.
Cruz
credo, eu não faria isso de jeito nenhum, eu não daria nenhum de meus filhos
nem para morrer por uma pessoa, mas por que o pai fez isso? Por que enviou seu
filho para sofrer, morrer e ainda em uma humilhante morte de Cruz? O pai fez
isso porque nos amou.
A
cruz foi a maior demonstração de amor da história da humanidade, um sacrifício
perfeito, a altura do pai, um sacrifício eficiente e suficiente, um sacrifício
que agradou-o, não porque Ele era mal e desejaria ver seu filho sofrer, mas
justamente o oposto, a dor do seu filho resultou no alivio e cura de seu povo,
a ira derramada em cima de seu Cristo, foi convertida em amor.
O
amor de Cristo foi demonstrado no momento que ele poderia pedir vingança e
morte de seus algozes, mas Ele citou uma das frases mais bonitas da bíblia
sagrada, “Pai, perdoa-lhes pois não sabem o que fazem”. Lucas 23.24
Cruz
credo, que história hein, ela terminou aqui? Não, aqui apenas começou, quando o
povo de Israel estavam dispersos, desanimados e desesperados pela morte de seu
mestre, ao terceiro dia ele ressuscitou, Ele venceu a própria morte, e está a
direita de Deus pai.
Jesus
venceu a cruz, venceu a maldição, tornando-a em benção. Tornando-nos filhos
amados, justificados, regenerados e transformados por sua graça. Um objeto
grande e pesado usado para a pena de morte na antiguidade, trouxe mudanças sem
precedentes, não só na história, mas no Reino Espiritual de Cristo Jesus sobre
a terra, e sobre seus súditos.
Agora
você já pode dizer cruz credo, pois quando assim dizer, você estará afirmando
com toda convicção, EU CREIO NA CRUZ! E não só creio, mas AMO A MENSAGEM DA
CRUZ, e por isso até morrer nós a vamos proclamar, levaremos também nossa cruz,
até que por uma coroa, nós possamos trocar!
Jean
Carlos
Postagens mais visitadas
-
Com certeza você já teve ter ouvido a história do profeta Micaías (1Reis 22.1-28). Ele foi contemporâneo do profeta Elias, e ambos pr...
-
Esses dias foi noticiado mais um suicídio de Pastor, desta vez no interior de MG. Só os que eu sei, do final do ano pra cá, quatro pastor...
-
“Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam...



