terça-feira, 21 de agosto de 2012

A NECESSIDADE DE PODER!


          Um dia quando estava pescando, parei para pensar nos gestos, falas e reações que tinha ao pegar um peixe, exemplo: (hahaha te peguei safado, sabia que você não escaparia, hahaha, pode avisar seus irmãos que vou pegar eles também!), isso somado a toda euforia e êxtase possível. Já imaginou a cena? E se o peixe tivesse raciocínio ele diria, quem é esse maluco? 
         Assim, comecei a me perguntar por que eu gostava de pescar? E a partir desta indagação nasceram outras perguntas semelhantes, como: Por que os homens gostam de caçar? Por que os homens gostam de parecerem fortes, musculosos ou lutadores? Por que os homens gostam de carros potentes e velozes? Por que os homens gostam de ostentar riqueza e status social? Por que as mulheres gostam de parecerem “turbinadas”, ou seja, siliconadas a ponto de serem chamadas de adjetivos como, gostosas etc.? 
        Recorrendo a psicologia encontrei um Österreicher (austríaco) chamado Alfred Adler, que elaborou um conceito muito interessante chamado, “A necessidade de Poder”. Segundo Adler o homem (ser humano) diariamente precisa do outro para se auto-afirmar, ou seja, eu me completo com o outro. Não que eu dependa necessariamente do outro, mas que para eu ser quem eu sou preciso de espectadores, ou seja, eu brincar sozinho não tem graça. Mas quando mostro meus “brinquedos” ao outro, recebo dele o que justamente preciso para me sentir bem, o famoso UAUUUU. E quando recebo o desejado Uau, eu me realizo, e isso me torna aceito com meus pares, e enfim, me sinto poderoso, e a necessidade de poder que tenho é satisfeita.                     
       A partir disso, quando olho para as relações sociais de homens e mulheres de toda classe social e faixa etária, percebo que a necessidade de poder está mais presente na humanidade do que se imagina. Já cheguei a ouvir de um jovem: se para “fazer moral é preciso usar drogas, então vou usar essa p....”. O que é fazer moral? Me explica por favor! Esse é só um dos vários exemplos que se pode perceber, na famosa “Sociedade do Espetáculo”. Essa sociedade está sendo formada por pessoas que precisam utilizar-se de qualquer mecanismo ou futilidade para parecer e ser aceito: Status (de qualquer tipo, de qualquer mesmo); Força (o UFC é uma prova disso); Sexualidade (precisa comentar?); Dinheiro (mesmo que não tiver, faz parecer ter); Objetos (carro, casa, celular, roupa de grife etc.); e até mesmo o conhecimento (a busca pelo conhecimento é uma forma de poder, eis a velha máxima: “saber é poder”).    
          Enfim, vivo não para mim, mas para o outro. O importante é o que os outros vão pensar e falar, e que falem bem (por favor). É mais ou menos assim: “Cara você viu o carro que o fulano comprou? Vi sim, que loco meu, ele é muito fera... Se eu tivesse um carro daquele ein...”; ou ainda: “Você viu a bolsa que a fulana comprou? Nossa, você não sabe quanto ela pagou? Foi 2.500r$, nossssa, ai que sonho..., ai se eu tivesse uma!” A pergunta é: O que mudaria? Faria o ser humano mais feliz, realizado ou completo? De forma alguma, continuaria o mesmo, quem sabe até pior, a relevância é que receberei o que preciso para viver, meu sonhado Uauuu, e quando o recebo, me sinto poderoso(a).    
        O poder sempre foi um bichinho que existiu no inconsciente coletivo da humanidade. Por ele, reinos existiram e se extinguiram; religiões se digladiaram; filósofos travaram acirradas disputas; mulheres entraram e saíram da História; e o Nazismo quase.... Existe um velho ditado: “Quer conhecer alguém, dê poder a ele”, existe um outro verdadeiro: “Deus não dá asa a cobra”. É comum você ver pessoas comendo “ovo e arrotando caviar”, ou seja, precisam sempre parecer, porque isso é o importante. A grande mola propulsora deste tipo de atitude chama-se MÍDIA, e o que a caixinha quadrada (televisão)  me diz, “digo sim senhor, não senhor”. A grande maioria da humanidade é o seu produto final. 
      Infelizmente isso irá continuar, mas cabe a mim e a você decidir quais são nossas prioridades, e o que de fato preciso para viver, e me sentir bem. Já imaginou a possibilidade de só nos sentirmos poderosos quando estivermos fazendo o bem ao próximo? A Justiça e equidade? A verdade e a ética? O Amor e a compaixão? Me desculpe, mas eu ainda acredito em valores eternos, ainda que pareçam utopias. Confesso, tenho uma necessidade de poder: Poder ser, e não parecer...

“Eu sei que ainda não sou quem eu deveria ser, mas também sei que não sou quem eu era” – Martinho Lutero.

Obrigado!

segunda-feira, 12 de março de 2012

CARTA AOS ATEUS!

 Tolerância e intolerância são as palavras preferidas do vocabulário ateu. Acusam-nos de sermos intolerantes, e que devíamos aprender a “respeitar” o outro. Será que na prática isto é assim mesmo? Vamos aos fatos.
    É de praxe você encontrar (in loco) algum ateu nas redes sociais questionando a existência de Deus, (até porque este é o maior incômodo da vida deles, esse é o seu projeto existencial, provar que Deus não existe), e até mesmo desrespeitando a crença alheia, ou ainda ao nosso ver, blasfemando, zombando e escarnecendo de nossa fé. Querido leitor, já te faço uma pergunta: Será mesmo nós cristãos os intolerantes??
     Os ateus deveriam se espelhar na vida de seus mestres como Voltaire que disse: “Posso não concordar com uma palavra que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-lo”. Isso nossos caros ateus não fazem, pois nos tratam como ignorantes e massa de manobra, como se fossemos os mais ingênuos da terra. Ainda em Voltaire, “Se Deus não existisse seria preciso inventá-lo”, as palavras do Iluminista francês vem ao encontro da afirmação do psicólogo alemão C. Jung, parafraseando: “A idéia do divino é um arquétipo coletivo da humanidade”. Ora, só temos a idéia de um Ser transcendente (Deus), porque este Ser quis se comunicar ou se revelar a nós. Assim, a partir de Mircea Eliade (Historiador das Religiões),”... não existe nenhum povo, ou tribo se quer, que não tenha a idéia da existência de um ser transcendental (divino)...”.
    Nossos caros ateus nos acusam de sermos intolerantes. Vamos ver o que nosso mestre fez (Jesus), e o que os mestres deles fizeram. Jesus em seu ministério terreno, alimentou os famintos, consolou os angustiados, curou os enfermos, chorou pela morte de Lázaro. Lidou com toda classe social, pobres, ricos, leprosos, prostitutas, beberrões e chegou a ganhar um apelido: “Amigo dos Pecadores”. Jesus respeitou as diferenças, o poder instituído de sua época (Império Romano), e se submeteu ao julgamento ou ao crivo da religião predominante (judaísmo). A bíblia ainda nos diz, que, “como um cordeiro mudo foi levado ao matadouro”.
    Um dos grandes mestres dos ateus, Marx, que era da linhagem judaica e disse certa vez que “A religião é o ópio do povo”. E para provocá-los vou fazer das palavras de Raymond Aron as minhas: “Se a religião é o ópio do povo, o marxismo é o ópio dos intelectuais”. Na revolução de 1917 e em toda existência da URSS (União das Republicas, Socialistas Soviéticas), uma das metas do sistema era reprimir qualquer manifestação religiosa. Padres, pastores e clérigos em geral foram mortos nas mãos dos comunistas (ateus), e igrejas se tornaram departamentos políticos. Quem ousa-se ter alguma manifestação religiosa, ou era exilado para Sibéria ou pagava com a própria vida, e a famosa polícia KGB se encarregava do serviço. E se acharem que estou fazendo um historicismo (forçando uma história), temos um exemplo brasileiro, o Pr. Josué Irion, e outros pastores foram presos e torturados pela KGB em moscou, por portarem bíblias. A carnificina foi tanta nos governos de Lênin, Trotsky, chegando ao ápice no de Stalin, e ao chegar ao comando do regime, Nikita Krushev, denunciou ao mundo as atrocidades do regime comunista que, pregava a igualdade entre os seres humanos, mas que na prática, o que se viu foi outra coisa.
     Caro leitor, também tenho o pensamento de esquerda, penso sim na igualdade social, como Cristo pensou, e como no livro Atos dos Apóstolos mostra At. 2.42-47, que os cristãos tinham tudo em comum. Contudo, será que nós que cremos em Deus é que somos intolerantes? Será que em nome de uma pseudo-igualdade, podemos usar todos os meios para um fim? Será que pelo derramamento de sangue, é que traremos a igualdade para o mundo?
    Sabemos sim e reconhecemos que, Cuba tem uma das melhores educações e saúde do mundo. Mas quando vamos olhar a construção do comunismo naquele país, vemos que o derramamento de sangue esteve sempre presente, mesmo na vida do aclamado Ernesto Guevara, o Chê, (obs. tenho camiseta dele), e na vida de Fidel e de seus revolucionários. A repressão religiosa também foi uma constante lá. Olhando para Cuba hoje, o país do comunismo, se vê uma nação que agora está abrindo as portas para o capitalismo, pois está mais que claro que o comunismo se tornou uma utopia para o mundo (não que eu seja a favor do capitalismo).
     Só será possível a igualdade no mundo, quando tivermos referenciais, ou exemplos, como Cristo o foi para a humanidade, pois as tentativas socialistas fracassaram.
     Outro mestre dos ateus, Friedrich Nietzsche é reverenciado por ser o grande expoente do ateísmo. Gostaria de saber se algum dos ateus já leram a “Oração ao Deus desconhecido”, se leram não entenderam, e se entenderam não a divulgaram. Nietzsche é um típico exemplo de anacronismo, onde todo Ateu sem causa o cita sem o conhecer, pois Nietzsche foi um filósofo que questionou a instituição religiosa de sua época, era um homem descontente com o que fizeram com Deus, mas não necessariamente ateu. O “deus” que para Nietzsche morreu foi o “deus” que já nasceu morto: o “deus” da religião.
     Nossos queridos ateus acusam as instituições religiosas por grande parte dos problemas do mundo. Nisto reconhecemos, e dizemos que não temos nada a ver com a Idade Média e seus Papas, nem com Edir Macedo e nem com Valdemiro Santiago. O Cristo não tem nada a ver com a cristandade. Os problemas criados em nome de Deus, não tem nada a ver com Deus. Não temos culpa se alguns legitimaram e legitimam suas ações criminosas, patifarias e heresias em nome de Deus.
    Os ateus acusam as igrejas de não ajudarem a combater as mazelas sociais. Isto é verdade, mas nem totalmente, pois toda a generalização é mentirosa e covarde. Existem igrejas sim, que primam pelo amor ao próximo, mas temos que ter em mente que Deus não vai descer do céu para resolver os problemas aqui em baixo, já que ele tem os homens para fazer esse trabalho. O grande problema é que, como diz o salmista, “Não há quem faça o bem, não há um justo sequer” Sl 53., Deus nunca desejou ver sua criação como está, mas os meios que Ele dispõe a mão, os homens, se tornaram gananciosos e amantes de si mesmo, e assim, não conseguem olhar além de seus próprios umbigos.
     Queridos ateus e agnósticos, vocês já tentaram resolver os problemas sociais e não conseguiram, nem com o Humanismo, nem com o Iluminismo, nem com o Comunismo, nem com o existencialismo e nem com a pós-modernidade. Então faça-nos um favor, não acuse Deus pela desgraça que está o mundo, pois Ele não é um banco nem um balcão de mercado, e por favor, diferencie as “igrejas” do evangelho de Cristo, pois “Nem todo aquele que diz senhor, senhor, entrará no Reino dos Céus”, o evangelho é muito nobre para ser comparado com a deturpação que há em nome dele nesse tempo.
    Senhores ateus sem causa, só me resta concluir que de fato, não somos nós os intolerantes, mas vocês mesmo. Ninguém é obrigado acreditar em Gênesis ou em Darwin, mas precisamos nos respeitar e conviver com o diferente, com o outro. Nunca saí blasfemando contra o ateísmo, mas respeito quem não acredita em Deus, e tem todo o direito de não acreditar, pois acima de tudo isso envolve fé. Dos bons amigos que tenho, um era ateu convicto, e nunca tivemos nenhum problema, pois respeitávamos um ao outro.
 
Senhores ateus, se querem TOLERÂNCIA, sejam tolerantes!
 
Obrigado!
    

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Socorro! O pastor quer judaizar o cristianismo. (Texto do Pr. Renato Vargens)

Uma das mais novas crenças dos denominados evangélicos é o cristianismo judaizante. Na verdade, este movimento religioso e herético é a  nova febre da atualidade. Isto porque, alguns dos evangélicos têm introduzido praticas vetero-testamentárias nos cultos e liturgias de suas igrejas. Na verdade, tais pessoas têm declarado que o resgate dos valores judaicos é uma revelação de Deus a igreja contemporânea, cujo slogan é “Sair de Roma e voltar para Jerusalém”.

Outro dia fiquei sabendo de um  pastor que resolveu pesquisar a sua árvore genealógica visando descobrir se possuía ascendentes judaicos. Pois é, o pastor em questão, gastou uma grana na expectativa de se descobrir judeu. Se não bastasse isso, o pastor-judeu-cristão, não come carne de porco, odeia camarão e obriga com que os filhos usem o kipá na escola onde estudam.  Isso sem falar que o dito-cujo não menciona o nome de Deus, chama Jesus de Yeshua e incentiva a circuncisão.

Nos cultos destes modernos fariseus encontramos práticas como:

1-Tocar de costas para a congregação, por considerar os ministros de musica “levitas de Deus”.
2- Usar o Shofar, para liberar unção ou invocar a presença divina.
3- Guardar o sábado fezendo dele o dia do Senhor.
4- Observar TODAS as festas Judaicas.
5- Usar o Kipá e o Talit, que são as vestimentas que os judeus praticantes usam para ir a sinagoga.
6- Usar excessivamente símbolos judaicos tais como, a bandeira de Israel, o Menorah ou a Estrela de Davi dentre tantos outros mais.
7- Construir protótipos da Arca da Aliança a fim de simbolizar entre os cristãos a presença de Deus.
8- Mudar os nomes e as nomenclauras bíblicas judaizando tudo, a ponto de chamar Paulo de Rabino.

Caro leitor, não existem pressupostos bíblicos para que a igreja de Cristo, queira “recosturar” o véu do templo. Entretanto, alguns dos crentes atuais teimam em transformar em realidade aquilo que deveria ser uma simples sombra. Foi o Apostolo Paulo quem afirmou: "Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados. Estas são sombras das coisas futuras; a realidade, porém, encontra-se em Cristo", Colossences 2.16-17.

As leis cerimoniais judaicas, os ritos sacrificiais, as festas anuais, foram abolidas definitivamente por Cristo na cruz do calvário(o significado de cada uma delas se cumpriu em nosso Senhor). Por esse motivo, mesmo os judeus que se convertem hoje ao cristianismo estão dispensados das leis cerimoniais judaicas. É por esta razão que crentes em Jesus, não fazem sacrifícios de animais, não guardam o sábado, não celebram as festas judaicas, não se prostram diante a Arca da Aliança e nem tampouco fazem uso do shofar.

Nossa mensagem, vida e testemunho deve ser Cristo, o Evangelho pregado deve ser o evangelho de Cristo, nossa mensagem central deve ser para a gloria e o engrandecimento do nome de Cristo.

Pense nisso!

Renato Vargens

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Testemunho de Vitor Belfort



Edificante, vale a pena ouvir!

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