segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
O Fascismo Religioso!
Atenção! Qualquer semelhança com a realidade, é mera coincidência.
O Fascismo é uma corrente ideológica de extrema-direita
que teve início na Itália no séc. XX, mais especificamente com Benito
Mussolini. O Fascismo se tornou famoso na Europa no período da Segunda Guerra
Mundial, e ganhou forças ao se aliar com o Nazismo de Hitler, tornando-se então
o Nazi-fascismo. O Fascismo se tornou
tão sedutor que até mesmo aqui no Brasil na Era
Vargas, tivemos a inserção do mesmo, com a AIB (Ação Integralista
Brasileira) com Plínio Salgado. Sendo assim, o Integralismo no Brasil foi uma
“cópia” do Fascismo Italiano.
Em
linhas gerais, o Fascismo prega um estado nacionalista, culto ao líder (liderança
carismática), uso de símbolos, emblemas e saudações, propaganda massiva, e a
repressão militar (totalitarismo). Enfim, para quem quiser saber mais sobre
Fascismo: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fascismo
“A palavra fascismo com o tempo
foi associada a qualquer sistema de governo que, de maneira semelhante ao de Benito Mussolini,
exalta os homens e usa modernas técnicas de propaganda
e censura,
fazendo uma severa arregimentação econômica, social e cultural, sustentando-se
no nacionalismo e em alguns casos até na xenofobia,
privilegiando os nascidos no próprio país, apresentando uma certa apatia ou
indiferença para com os imigrantes”.
Fazendo
uma leitura do Fascismo e da “Performance
Religiosa” de alguns líderes, chego a conclusão mais do que depressa, que
estamos vivendo uma espécie de Fascismo
Religioso (é claro, salvo as devidas diferenças). Embora crendo que a maioria
dos líderes religiosos desconhece o que é um estado nacionalista, na prática
percebemos isto muito bem nas igrejas e ou instituições, onde é visível o
individualismo, o separatismo e a segregação de irmãos até mesmo do mesmo
Credo. Nos consideramos irmãos por comungar da mesma fé (Bíblia e Jesus
Cristo), mas na prática é cada um por si e Deus por todos, e o que interessa é
se minha igreja e ou denominação-instituição está “crescendo”, não importando
se outras estão padecendo, logo a idéia de Cristo de um “Reino de Deus” é uma
utopia, pois os FR(Fascistas Religiosos: vamos usar esta sigla para nos
referirmos a eles), se importam somente com seus próprios reinos e umbigos.
Outra
característica marcante do Fascismo é o culto ao líder. Essa quem sabe é a mais
fácil de ser identificada hoje em dia na maioria das igrejas (católica,
protestante etc., etc.). O líder tem buscado para si holofote e um patamar
superior aos dos demais irmãos, e hoje mais parecem os sacerdotes do Antigo
Testamento, em que o povo dependia deles para se relacionar com Deus. Os “FR”
estão acabando com a doutrina do sacerdócio universal, e estão se colocando
como os novos mediadores entre Deus e os homens, pois a eles foi dado o “Poder,
Unção, Revelação, etc.”. Os “FR” geralmente são bonachões, simpaticíssimos,
cordiais, “muito espirituais”, eloquentes e visionários. “O líder fascista foi em regra um ator exagerado, procurando seduzir as massas
populares para o seu papel messiânico”. Com o álibi da “Honra”, os “FR” tem
sistematicamente implantando na cabeça de seus membros, que os mesmos devem
“honrá-los” a todo e qualquer custo, chegando a beira do ridículo e da náusea. As vítimas dos “FR” estão endeusando e cultuando seus líderes de tal forma, que as vezes fico me
perguntando se de fato a glória é mesmo de Deus.
O
Fascismo também conta com o uso de
símbolos, emblemas e saudações. No Fascismo Italiano o símbolo era o Feixe, na AIB era o Sigma grego com a
saudação Anauê, e no Nazismo a
suástica, com a saudação Heil mein Führer.
Todos estes com a mão direita levantada e a palma da mão para baixo. Os
símbolos e emblemas não é o forte dos “FR”, embora alguns utilizam alguns que
caracterizem algum tipo de espiritualidade (arcas da aliança, broches, cruz, castiçais
(menorah), estrelas de Davi, mantos judaicos, estolas medievais, chapéus
etc..), há alguns usando até quipá
agora rs... (e diga-se de passagem, dizem que não são judeus). Mas a saudação é
um item indispensável para todo bom “FR”, pois precisam ouvir quem são para se
auto-afirmarem. Mas infelizmente, algumas nomenclaturas (títulos) que até pouco
tempo eram considerados importantes, caiu em desuso, como Pastor e Missionário.
Agora, ser pastor é coisa do passado, a moda agora é ser Apóstolo, Bispo, Arcebispo,
Pai-póstolo (existe?), Patriarca
(achei que era só Abraão, Isaac e Jacó),
Reverendo, Papa, etc., etc.. Sei de
um caso em que um jovem seminarista amigo meu chegou em sua igreja e foi
cumprimentar seu pastor, e pela sua infelicidade, não sabia que o mesmo agora
era Apóstolo, ao que respondeu: “Pastor não. Agora eu sou Apóstolo!”, e por ai
vai...
Os
itens do parágrafo acima são acompanhados por outra característica também
Fascista, a propaganda em massa. Os “FR” tem a mídia como aliada, e não medem
esforços nem investimentos para que seu nome apareça em DVD, CD, Banners,
Outdoors, Folders, Midias Sociais, e sem esquecer a caixa quadrada de Led. Assim,
quanto mais propaganda, mais os “FR” ficam conhecidos e adquirem status e poder. Goebbels que o diga...
A
característica mais perigosa do Fascismo (repressão militar) é também a mais
perigosa arma dos “FR”. Mas ao contrário dos Fascistas que matavam o corpo, os
“FR” matam a alma. Acreditam que Jesus conferiu a eles, o mesmo que ao Apóstolo
Pedro “O que ligardes na terra, será ligado nos céus. E o que desligardes na
terra, será desligado no céu” Mt. 18.18. Assim, os “FR” praticam uma repressão
religiosa, um Totalitarismo religioso e quem ousar discordar dos seus ditames e
caprichos podem estar beirando a porta do inferno. Não poucas vezes vi “FR”
dizendo que não abençoaria a saída de membros de suas igrejas, e que estes
estariam debaixo de maldição, pelo simples fato “dele” ter o poder de abençoar
ou não. Não acredito que tais líderes estejam investidos da graça e unção de
Deus. As vítimas dos “FR” geralmente se sentem coagidas e amedrontadas, pois
temem “se levantar contra os ungidos de Deus” (esse é um dos versículos
preferidos deles). E desta forma continuam debaixo do jugo imposto por eles, e
preferem sofrer com a seguinte desculpa: “Eu não estou olhando para o homem,
mas para Jesus”, e parafraseando um amigo “Se eu não ver Jesus na vida do meu
irmão ou líder, onde é que eu vou ver?”.
Os
“FR” têm criado muitas feridas religiosas em seus liderados. Muitos hoje têm
trauma de igreja, porque um dia sofreram na mão de algum “FR”. Outros ainda não
se acham mais dignos de voltar à comunhão (acreditam que estão perdidos para
sempre), por que os tais um dia os excluíram; outros ainda acreditam que “as
coisas não estão dando certo na vida”, porque um “FR” amaldiçoou a saída dele
da igreja.
Se
você faz parte de alguma comunidade religiosa (de qualquer ordem), e percebe
essas características em seu líder, tome cuidado, você está correndo perigo. Aconselho-te
que você corra rapidamente as páginas do Novo Testamento para perceber que isso
não tem nada de novo, e que o nosso Senhor Jesus Cristo já havia nos alertado “Porque surgirão falsos cristos e falsos
profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam
até os escolhidos”. Mt. 24:24.; e ainda,
“Acautelai-vos, porém, dos falsos
profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos
devoradores”. Mt. 7:15.
A
notícia boa é que você não está sozinho, e que o próprio Deus havia dito ao
profeta Elias, que “ainda existiam 7mil
que não haviam se dobrado a baal”. Assim, creio piamente que da mesma forma
que existem muitos “FR” por ai, ainda existem muitos homens e mulheres de Deus,
que pregam o evangelho pelo evangelho, não buscando qualquer recompensa a não
ser a eterna (que, aliás, foi prometida pelo próprio Senhor). Se existem os
maus líderes, é que também existem os bons.
Jesus nos deu vida e vida com abundância, e
não um novo fardo, “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou
manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Mt.
11:29 Amém!
Obrigado
Senhor.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
O LÍDER, E OS DESAFIOS DA PÓS-MODERNIDADE

"E
conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8 : 32).
A idéia ou conceito de “Pós-modernidade” ainda não é consenso
entre os pensadores (educadores, filósofos, historiadores etc.), todavia a cada
dia cresce a “adesão” a essa corrente que sorrateiramente tem se alojado em
nosso meio. O termo pós-modernidade
foi empregado pela primeira vez na década de 30, pois segundo os pensadores da
época, o mundo estava vivendo um processo de transição. Com a chegada da Segunda
Guerra Mundial, o mundo teve pelo menos quatro “grandes” modelos ou paradigmas
que norteavam a humanidade, como: Capitalismo, Comunismo (socialismo), Fascismo
Italiano e o Nazismo Alemão.
Terminada
a guerra, ficou provado que o Nazi-fascismo foi uma desgraça para o mundo, logo
foi eliminado e restando por vez o Capitalismo e Comunismo, dando início a
chamada “Guerra Fria”. Ao final da década de 60 e início de 70 houve a chamada Crise dos Paradigmas do mundo, e a
partir daqui o termo pós-modernidade ganha atenção generalizada, tornando-se
uma resposta as crises que o século XX enfrentou. O Pós-modernismo é uma rejeição ao projeto Iluminista (movimento filosófico do séc.
XVIII), que defendia a racionalidade, progresso e objetividade da ciência e da
natureza. Segundo os pensadores pós-modernos o mundo está vivendo um processo
de relativização de tudo, ciência, natureza, ser humano, religião etc. Logo,
existe um pessimismo tomando conta do mundo, por não existir segundo eles, uma
verdade absoluta.
A
pergunta do líder: E o que a pós-modernidade tem haver comigo?
O líder “antenado”,
perceberá que existem alguns desafios que sutilmente estão ao nosso redor. Quem
sabe não percebemos isso no ambiente e ou comunidade da igreja, mas estamos
inseridos em círculos de amizades, trabalho, faculdade, mídia, enfim, no
contexto cultural que vivemos, o pós-modernismo está bem presente.
Exemplo: Para você líder, a palavra de Deus é
a verdade? Certamente que sim, mas para o pós-modernismo não. Para o
pós-modernismo, a palavra de Deus é a minha verdade, a verdade da minha
comunidade (igreja), mas não a Verdade com V maiúsculo, para o mundo. Ora, está
mais do que claro que se a palavra de Deus (que para nós é a verdade) está
sendo relativizada para o mundo, de fato a pós-modernidade é um grande desafio
para o líder que é fiel as escrituras e comprometido com os valores do Reino de
Deus.
Das
várias características que constroem a pós-modernidade, refletiremos somente
acerca de duas (pois senão o texto se tornaria muito longo), tornando-as como
desafios a nós líderes:
1.
O desafio da relativização da verdade:
Nos sábados de manhã você
liga a televisão e vê programas evangélicos, com conteúdos que vão desde
reformados a neo-pentecostais, e quando termina a programação você fica com a
seguinte pergunta? Quem é que está certo? Os Reformados? Os Pentecostais? Os
Neo-pentecostais? Os G12? Espera ai, a base para todos não é a mesma, ou seja,
a bíblia sagrada? Sim! E por que então temos toda esta divergência? Por que
estamos relativizando a verdade, e em vez de retornarmos as escrituras como ela
é, estamos arrumando um “jeitinho
brasileiro” para encaixar nossas
idéias, que na maioria das vezes são incompatíveis com a palavra de Deus. Jesus
Cristo já havia nos alertado: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos
libertará." (Jo. 8 : 32).
Se o mundo, dito
pós-moderno está vivendo uma crise da “verdade”, ou seja, não existe uma
verdade absoluta, nós líderes mais do que nunca, devemos nos agarrar na verdade
que é a palavra de Deus. Um dos lemas da
reforma Sola scriptura parece que
caiu em desuso, e líderes usam as escrituras a seu bel prazer, interpretando-a conforme a ocasião e necessidade. É
aqui que infelizmente recebemos uma característica da pós-modernidade: a
relativização da verdade. Lutero nos diz: Paz
se possível, mas a verdade a qualquer custo”.
Nestes
últimos dias da igreja na terra, o que realmente vai fazer a diferença não são
as “verdades recebidas por revelação” (geralmente isto só acontece para uma
seleta classe...), mas a palavra de Deus, assim como ela é, no Sim Sim, e no
Não Não.
2. O desafio da construção da
identidade (Identidade Líquida):
Segundo
os pensadores pós-modernos (como Zigmunt Bauman), o homem está se moldando a
qualquer ambiente ou cultura, chamando isto de identidade líquida. É como você
pegar água e colocar em um recipiente redondo, logo ela se tornará redonda, num
quadrado, quadrada e por ai vai.
Já é
claro para todo mundo que nós Presbiterianos Renovados não somos homogêneos nem
na doutrina (reformada) nem na liturgia, nem..., deixa pra lá. O que aconteceu
foi que cada líder se dirigiu a um porto nem sempre seguro. Parafraseando: “E quando um homem não sabe a que porto se
dirige, nenhum vento lhe será favorável” (autor anônimo). É claro que nosso
maior referencial é Jesus Cristo, mas na prática não parece. Pois as vezes
estamos parecendo Marcos Felicianos,
Renes Terras Novas etc.. (é só um exemplo, não levem a mal). Estamos nos
identificando com os “ícones” desta geração e construindo nossa identidade e
teologia em cima dos mesmos, estamos parecendo não os soldadinhos de Jesus, mas
dos fulanos e dos cicranos. E a quem poderíamos imitar que se colocou como
referência a nós (Apóstolo Paulo) não imitamos: “Sede meus imitadores, como
também eu de Cristo” (ICo. 11.1). Mas a outros, parece que alguns imitam e diga-se de passagem, muito bem.
A
identidade líquida como se não bastasse, criou o que eu chamo de Líder Status e Líder Mercado. Ser líder
hoje não é de todo ruim, pois se tornar líder pode me dar uma ascensão, e nesse
caso religiosa, que eu talvez não conquistaria nos meios seculares. Exemplo:
Você com certeza já ouviu a velha profecia sobre ministério: “Eis que te chamo para uma GRANDE obra. Você
será conhecido internacionalmente, e viajará para os quatro cantos do mundo. Te
colocarei entre os grandes, e você será cabeça e não cauda” Não estou
dizendo que isto é impossível a Deus, o que quero salientar é que ser Líder
pode me trazer um Status que eu com meus próprios esforços eu nunca
conseguiria, mas agora a igreja (liderança) pode me dar esta possibilidade.
Imagina: Eu, Jean Carlos do interior do MT, de uma cidadezinha de 30 mil
habitantes se tornar famoso no mundo todo? Isso é bom de mais... Bom para meu
ego, mas não para a glória de Deus.
E
o Líder Mercado está atrelado ao Líder Status, ou seja é a conseqüência do
primeiro. É comum você ver cantores, pregadores etc., dando os sofridos
testemunhos que passaram fome e todo tipo de privações possíveis, não é mesmo?
Mas estes mesmo quando ganharam Status,
passaram a ter uma conduta bem diferente de seu chamado inicial, pois quando
são convidados a cantar e ou ministrar cobram absurdas quantias, absurdas
mesmo. A poucos dias ouvi que um “cantor evangélico” está cobrando 80 mil reais
por show, eu disse 80 mil. Fala sério, isso é “fazer a obra?”. Concordo
plenamente que “Digno é o obreiro do seu salário”, que ele tem despesas,
família para cuidar, músicos, instrumentos etc. Mas isto é abusivo, é se tornar
um líder mercado. Sou contra também igrejas que agem de má fé, fazem seus
convites e despede o obreiro com o singelo “Deus abençoe”. Devemos aprender a
honrar nossos obreiros, e ofertar na vida deles “uma medida recalcada, sacudida
e transbordante”, mas sem abusos.
Enfim, para que quero ser líder? Para Status? Mercado? Ou para carregar a cruz? Paulo aconselhando a Timóteo a
ser um verdadeiro líder: “Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de
Jesus Cristo." (II Timóteo 2 : 3).
Tenho sérias dúvidas em relação a motivação de alguns líderes das igrejas brasileira,
se estão servindo a Cristo por amor, ou por vanglória.
A
pós-modernidade pode ser um perigo para quem não tem Cristo como referência,
pois se assim fosse, seríamos de fato Cristãos,
ou seja, cópias de Cristo. Já que estamos vivendo momentos flutuantes nesta era pós-moderna, a palavra de Deus é a
chave para preencher a lacuna e o vazio existencial do mundo. A pós-modernidade
pode nos ensinar a ter uma “identidade líquida”, uma que só se molda na palavra
de Deus.
Obrigado!
terça-feira, 21 de agosto de 2012
A NECESSIDADE DE PODER!
Um
dia quando estava pescando, parei para pensar nos gestos, falas e reações que
tinha ao pegar um peixe, exemplo: (hahaha te peguei safado, sabia que você não
escaparia, hahaha, pode avisar seus irmãos que vou pegar eles também!), isso
somado a toda euforia e êxtase possível. Já imaginou a cena? E se o peixe
tivesse raciocínio ele diria, quem é esse maluco?
Assim,
comecei a me perguntar por que eu gostava de pescar? E a partir desta indagação
nasceram outras perguntas semelhantes, como: Por que os homens gostam de caçar?
Por que os homens gostam de parecerem fortes, musculosos ou lutadores? Por que
os homens gostam de carros potentes e velozes? Por que os homens gostam de
ostentar riqueza e status social? Por que as mulheres gostam de parecerem
“turbinadas”, ou seja, siliconadas a ponto de serem chamadas de adjetivos como,
gostosas etc.?
Recorrendo a psicologia
encontrei um Österreicher (austríaco) chamado Alfred Adler, que elaborou
um conceito muito interessante chamado, “A necessidade de Poder”. Segundo Adler
o homem (ser humano) diariamente precisa do outro para se auto-afirmar, ou
seja, eu me completo com o outro. Não que eu dependa necessariamente do outro,
mas que para eu ser quem eu sou preciso de espectadores, ou seja, eu brincar sozinho não tem graça. Mas
quando mostro meus “brinquedos” ao
outro, recebo dele o que justamente preciso para me sentir bem, o famoso
UAUUUU. E quando recebo o desejado Uau, eu me realizo, e isso me torna aceito
com meus pares, e enfim, me sinto poderoso, e a necessidade de poder que tenho
é satisfeita.
A partir
disso, quando olho para as relações sociais de homens e mulheres de toda classe
social e faixa etária, percebo que a necessidade de poder está mais presente na
humanidade do que se imagina. Já cheguei a ouvir de um jovem: se para “fazer
moral é preciso usar drogas, então vou usar essa p....”. O que é fazer moral?
Me explica por favor! Esse é só um dos vários exemplos que se pode perceber, na
famosa “Sociedade do Espetáculo”.
Essa sociedade está sendo formada por pessoas que precisam utilizar-se de
qualquer mecanismo ou futilidade para parecer e ser aceito: Status (de qualquer
tipo, de qualquer mesmo); Força (o UFC é uma prova disso); Sexualidade (precisa
comentar?); Dinheiro (mesmo que não tiver, faz parecer ter); Objetos (carro,
casa, celular, roupa de grife etc.); e até mesmo o conhecimento (a busca pelo
conhecimento é uma forma de poder, eis a velha máxima: “saber é poder”).
Enfim, vivo não para mim, mas para o outro.
O importante é o que os outros vão pensar e falar, e que falem bem (por favor).
É mais ou menos assim: “Cara você viu o carro que o fulano comprou? Vi sim, que
loco meu, ele é muito fera... Se eu tivesse um carro daquele ein...”; ou ainda:
“Você viu a bolsa que a fulana comprou? Nossa, você não sabe quanto ela pagou?
Foi 2.500r$, nossssa, ai que sonho..., ai se eu tivesse uma!” A pergunta é: O
que mudaria? Faria o ser humano mais feliz, realizado ou completo? De forma
alguma, continuaria o mesmo, quem sabe até pior, a relevância é que receberei o
que preciso para viver, meu sonhado Uauuu, e quando o recebo, me sinto
poderoso(a).
O
poder sempre foi um bichinho que
existiu no inconsciente coletivo da humanidade. Por ele, reinos existiram e se
extinguiram; religiões se digladiaram; filósofos travaram acirradas disputas;
mulheres entraram e saíram da História; e o Nazismo quase.... Existe um velho
ditado: “Quer conhecer alguém, dê poder a ele”, existe um outro verdadeiro:
“Deus não dá asa a cobra”. É comum você ver pessoas comendo “ovo e arrotando
caviar”, ou seja, precisam sempre parecer, porque isso é o importante. A grande
mola propulsora deste tipo de atitude chama-se MÍDIA, e o que a caixinha quadrada (televisão) me diz, “digo sim senhor, não senhor”. A
grande maioria da humanidade é o seu produto final.
Infelizmente isso irá continuar, mas
cabe a mim e a você decidir quais são nossas prioridades, e o que de fato
preciso para viver, e me sentir bem. Já imaginou a possibilidade de só nos
sentirmos poderosos quando estivermos fazendo o bem ao próximo? A Justiça e
equidade? A verdade e a ética? O Amor e a compaixão? Me desculpe, mas eu ainda
acredito em valores eternos, ainda que pareçam utopias. Confesso, tenho uma necessidade
de poder: Poder ser, e não parecer...
“Eu
sei que ainda não sou quem eu deveria ser, mas também sei que não sou quem eu
era” – Martinho Lutero.
Obrigado!
segunda-feira, 12 de março de 2012
CARTA AOS ATEUS!
Tolerância e intolerância são as palavras preferidas do vocabulário
ateu. Acusam-nos de sermos intolerantes, e que devíamos aprender a “respeitar”
o outro. Será que na prática isto é assim mesmo? Vamos aos fatos.
É de praxe você encontrar (in loco)
algum ateu nas redes sociais questionando a existência de Deus, (até porque
este é o maior incômodo da vida deles, esse é o seu projeto existencial, provar
que Deus não existe), e até mesmo desrespeitando a crença alheia, ou ainda ao
nosso ver, blasfemando, zombando e escarnecendo de nossa fé. Querido leitor, já
te faço uma pergunta: Será mesmo nós cristãos os intolerantes??
Os ateus deveriam se espelhar na vida de seus mestres como Voltaire que disse: “Posso não concordar
com uma palavra que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-lo”.
Isso nossos caros ateus não fazem, pois nos tratam como ignorantes e massa de
manobra, como se fossemos os mais ingênuos da terra. Ainda em Voltaire, “Se
Deus não existisse seria preciso inventá-lo”, as palavras do Iluminista francês
vem ao encontro da afirmação do psicólogo alemão C. Jung, parafraseando: “A
idéia do divino é um arquétipo coletivo da humanidade”. Ora, só temos a idéia
de um Ser transcendente (Deus), porque este Ser quis se comunicar ou se revelar
a nós. Assim, a partir de Mircea Eliade (Historiador das Religiões),”... não
existe nenhum povo, ou tribo se quer, que não tenha a idéia da existência de um
ser transcendental (divino)...”.
Nossos caros ateus nos acusam de sermos intolerantes. Vamos ver o que
nosso mestre fez (Jesus), e o que os mestres deles fizeram. Jesus em seu
ministério terreno, alimentou os famintos, consolou os angustiados, curou os
enfermos, chorou pela morte de Lázaro. Lidou com toda classe social, pobres,
ricos, leprosos, prostitutas, beberrões e chegou a ganhar um apelido: “Amigo
dos Pecadores”. Jesus respeitou as diferenças, o poder instituído de sua época
(Império Romano), e se submeteu ao julgamento ou ao crivo da religião
predominante (judaísmo). A bíblia ainda nos diz, que, “como um cordeiro mudo
foi levado ao matadouro”.
Um dos grandes mestres dos ateus, Marx, que era da linhagem judaica e
disse certa vez que “A religião é o ópio do povo”. E para provocá-los vou fazer
das palavras de Raymond Aron as minhas: “Se a religião é o ópio do povo, o
marxismo é o ópio dos intelectuais”. Na revolução de 1917 e em toda existência
da URSS (União das Republicas, Socialistas Soviéticas), uma das metas do
sistema era reprimir qualquer manifestação religiosa. Padres, pastores e
clérigos em geral foram mortos nas mãos dos comunistas (ateus), e igrejas se
tornaram departamentos políticos. Quem ousa-se ter alguma manifestação
religiosa, ou era exilado para Sibéria ou pagava com a própria vida, e a famosa
polícia KGB se encarregava do serviço.
E se acharem que estou fazendo um historicismo (forçando uma história), temos
um exemplo brasileiro, o Pr. Josué Irion, e outros pastores foram presos e
torturados pela KGB em moscou, por portarem bíblias. A carnificina foi tanta
nos governos de Lênin, Trotsky, chegando ao ápice no de Stalin, e ao chegar ao
comando do regime, Nikita Krushev, denunciou ao mundo as atrocidades do regime
comunista que, pregava a igualdade entre os seres humanos, mas que na prática,
o que se viu foi outra coisa.
Caro leitor, também tenho o pensamento de esquerda, penso sim na igualdade social, como Cristo pensou, e como
no livro Atos dos Apóstolos mostra At. 2.42-47, que os cristãos tinham tudo em
comum. Contudo, será que nós que cremos em Deus é que somos intolerantes? Será
que em nome de uma pseudo-igualdade,
podemos usar todos os meios para um fim? Será que pelo derramamento de sangue,
é que traremos a igualdade para o mundo?
Sabemos sim e reconhecemos que, Cuba tem uma das melhores educações e
saúde do mundo. Mas quando vamos olhar a construção do comunismo naquele país,
vemos que o derramamento de sangue esteve sempre presente, mesmo na vida do
aclamado Ernesto Guevara, o Chê, (obs. tenho camiseta dele), e na vida de Fidel
e de seus revolucionários. A repressão religiosa também foi uma constante lá.
Olhando para Cuba hoje, o país do comunismo, se vê uma nação que agora está
abrindo as portas para o capitalismo, pois está mais que claro que o comunismo
se tornou uma utopia para o mundo (não que eu seja a favor do capitalismo).
Só será possível a igualdade no mundo, quando tivermos referenciais, ou
exemplos, como Cristo o foi para a humanidade, pois as tentativas socialistas
fracassaram.
Outro mestre dos ateus, Friedrich Nietzsche é reverenciado por ser o
grande expoente do ateísmo. Gostaria de saber se algum dos ateus já leram a
“Oração ao Deus desconhecido”, se leram não entenderam, e se entenderam não a divulgaram.
Nietzsche é um típico exemplo de anacronismo, onde todo Ateu sem causa o cita sem o conhecer, pois Nietzsche foi um
filósofo que questionou a instituição religiosa de sua época, era um homem
descontente com o que fizeram com Deus, mas não necessariamente ateu. O “deus” que para
Nietzsche morreu foi o “deus” que já nasceu morto: o “deus” da religião.
Nossos queridos ateus acusam as instituições religiosas por grande parte
dos problemas do mundo. Nisto reconhecemos, e dizemos que não temos nada a ver
com a Idade Média e seus Papas, nem com Edir Macedo e nem com Valdemiro
Santiago. O Cristo não tem nada a ver com a cristandade. Os problemas criados
em nome de Deus, não tem nada a ver com Deus. Não temos culpa se alguns
legitimaram e legitimam suas ações criminosas, patifarias e heresias em nome de
Deus.
Os ateus acusam as igrejas de não ajudarem a combater as mazelas
sociais. Isto é verdade, mas nem totalmente, pois toda a generalização é
mentirosa e covarde. Existem igrejas sim, que primam pelo amor ao próximo, mas
temos que ter em mente que Deus não vai descer
do céu para resolver os problemas aqui em baixo, já que ele tem os homens para
fazer esse trabalho. O grande problema é que, como diz o salmista, “Não há quem
faça o bem, não há um justo sequer” Sl 53., Deus nunca desejou ver sua criação
como está, mas os meios que Ele dispõe a mão, os homens, se tornaram
gananciosos e amantes de si mesmo, e assim, não conseguem olhar além de seus
próprios umbigos.
Queridos ateus e agnósticos, vocês já tentaram resolver os problemas
sociais e não conseguiram, nem com o Humanismo, nem com o Iluminismo, nem com o
Comunismo, nem com o existencialismo e nem com a pós-modernidade. Então
faça-nos um favor, não acuse Deus pela desgraça que está o mundo, pois Ele não é
um banco nem um balcão de mercado, e por favor, diferencie as “igrejas” do evangelho de Cristo, pois
“Nem todo aquele que diz senhor, senhor, entrará no Reino dos Céus”, o
evangelho é muito nobre para ser comparado com a deturpação que há em nome dele
nesse tempo.
Senhores ateus sem causa, só me resta concluir que de fato, não somos
nós os intolerantes, mas vocês mesmo. Ninguém é obrigado acreditar em Gênesis
ou em Darwin, mas precisamos nos respeitar e conviver com o diferente, com o
outro. Nunca saí blasfemando contra o
ateísmo, mas respeito quem não acredita em Deus, e tem todo o direito de não
acreditar, pois acima de tudo isso envolve fé. Dos bons amigos que tenho, um
era ateu convicto, e nunca tivemos nenhum problema, pois respeitávamos um ao
outro.
Senhores
ateus, se querem TOLERÂNCIA, sejam
tolerantes!
Obrigado!
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