terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Onde deixamos a Cruz de Cristo?
Se
temos por base as “Escrituras Sagradas” como nosso manual de fé e prática,
obviamente temos extraído dela um mesmo conceito que atravessaram tempos,
culturas e divergências teológicas, exalando para um mundo corrompido uma mesma
fragrância de um perfume que jamais deixará a mente dos que olham para cruz.
Esse perfume do qual eu falo, é o mesmo que
insistimos em misturar com outros componentes e outros aromas afim de que o
torne mais atraente e mais adequado ao olfato de quem o deseja, mas não em sua
forma original.
O fato é que o evangelho entregue em nosso
lares, seja através dos livros, CDs, jornais e programa televisível, muito se
tem distanciado da sua forma original e muito longe nos tem lançado do alvo que
verdadeiramente deveriam nos remeter.
O que era pra ser tão comum pra quem já
conhece o evangelho torna-se uma incógnita quando nos referimos ao teor da
centralidade do evangelho. Olhar para a cruz e vê-la vazia, traduz não o motivo
por quem a teria esvaziado, mas sim o vazio de quem a deveria ter ocupado.
A igreja brasileira em um sentido geral tem
despencado a um abismo sem fim, e muitos tem sido os fatores que contribuem
para esse “empurrãozinho ladeira abaixo”. Essa chuva de chamados à prosperidade
ao triunfalismo ao determinismo e legalismo cristão está olhando para cruz e
dizendo: “Muito lindo Senhor... através disso, agora tomo posse de tudo que é
meu, não vou mais sofrer aflições porque eu determino as minhas bênçãos, afinal
de contas eu mereço porque que tenho obras”.
Esse desvio teológico afasta a cruz dos
nossos púlpitos, dos nossos lábios, dos nossos corações e da saúde da igreja. A
morte de Jesus foi o sacrifício expiador por causa do qual Deus desviou de nós
a sua ira, o preço de resgate pelo qual fomos redimidos, a condenação do
inocente para que o culpado fosse justificado, e o sem pecado fosse feito
pecado por nós.
Essa foi a realização de Deus na Cruz, esse
é o cunho central que deve envolver a igreja brasileira, porque esse amor nos
constrange ao ponto de olharmos para qualquer outro benefício realizado por Ele
em nós, e ser como uma conta perdida que mesmo que seja paga, já não mais a
esperávamos.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Deus Culpado??
Não
tem jeito, este será o assunto da semana, e quem sabe mês. Sim, a Tragédia de Santa Maria. Essa tragédia
mexeu com os sentimentos não só dos emotivos, mas também com os mais duros de
coração. Não existe lugar onde não se comenta este assunto, fila de banco,
mercado, roda de amigos etc. Todos indescritivelmente conseguem narrar os fatos
de Santa Maria, pois a informação nos chega quase em tempo real. O grande
problema não é a narração dos fatos, mas quem é o culpado disso tudo, ou para
ser redundante: A culpa é de quem?
Como é natural ao ser humano,
precisamos de um “bode expiatório” para eximirmos de nossas responsabilidades.
Não foi assim com Adão no Éden, "Então disse Adão: A mulher que me deste por
companheira, ela me deu da árvore, e comi." (Gênesis 3: 12). Coisa boa
ao ego é quando conseguimos apontar
um culpado e ficamos com a razão, nos sentimos fortes, superiores e “mais
verdadeiros”.
Por mais que a “Justiça”, peritos e
bombeiros etc., apontem as causas da tragédia, como: foi o sinalizador; não,
foi a irregularidade da casa; não, foi o forro que era muito inflamável; não, a
porta que era pequena etc., sempre ficará uma pergunta: Por que?
Foi uma fatalidade? Um acidente? Um
acaso? Não sabemos, o fato é que está ai, aconteceu, e infelizmente vai marcar
para sempre a vida de muitas famílias que agora tentam reunir forças para
continuar vivendo em meio ao sofrimento.
Mesmo que encontremos as reais
causas da tragédia, e que fique esclarecida, ainda assim, não basta para a
humanidade, pois existe um culpado maior, que na cabeça da maioria é Deus!
Acreditam que Deus se tornou ou é injusto, pois não livrou as pessoas da morte. Ou, “o que Deus estava fazendo, ou onde
estava que não salvou o povo do fogo?”. Afirmo que Deus estava no lugar de
sempre, no seu trono soberano. São indagações como estas que fazem de Deus um
“bode expiatório”.
Ora, nós nos sujeitamos ao perigo,
colocamos nossa vida em risco, e quando acontece uma tragédia desta, Deus é o
culpado?? Não só em uma boate, mas um supermercado, um cinema, uma igreja etc.,
estão sujeitas ao perigo. Os homens com sua “suprema sabedoria”, construíram um
mundo para si, e este mundo se tornou perigoso. O avião é um ótimo, e quem sabe
o melhor transporte do mundo, mas é perigoso e está sujeito a falha humana, e
nem por isso Deus é culpado. O carro é um bom transporte de passeio, mas os
homens os utilizam para rachas, cavalo de pau, o conduzem-no embriagado e tiram
a vida de pessoas inocentes, e Deus é culpado? Deus inventou o álcool, a droga,
as armas? Deus que inventou a bomba atômica, tanques de guerra e ideologias?
Não, Deus não é o culpado da desgraça e mal do coração do homem. “Os homens criam as ferramentas, as
ferramentas recriam os homens” – McLuhan. Imagino assim como no desenho “O fantástico mundo de Bob”, Deus
olhando dos céus para a humanidade, meneando a cabeça e pensando: Não, eles não
entenderam e não aprenderam nada.
Precisamos assumir nossas
responsabilidades, e aceitar o que estamos plantando, “Quem semeia vento, colhe tempestade” e ainda; "Não erreis: Deus
não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará."
(Gálatas 6: 7). Nós expulsamos Deus de nossas vidas, falamos a Ele que somos donos
dos nossos narizes, e que “na minha vida mando eu”, e queremos que Deus haja
diferente conosco? Nos U.S.A foi proibido em alguns estados fazer orações ou
ler qualquer tipo de texto religioso, pois a justificativa é: “o estado é
laico”; e que não poderiam apresentar religião que seja a ninguém. Concordo com
tudo isso, mas seja sincero, você ainda acredita que Deus é culpado das
desgraças do mundo?, inclusive das que vem acontecendo nas escolas dos U.S.A?
Não, Deus não é o culpado!
"Há um caminho que ao homem parece direito,
mas o fim dele são os caminhos da morte." (Provérbios 14:12). O que
faço de bom, Glória a Deus; e o que faço de mal, pecado. Deus não é o culpado
da Tragédia de Santa Maria, os homens é que são, ou pelo menos deveriam ser
responsáveis por seus atos! “É preciso saber viver, é preciso saber viver,
saber viver, saber viver – Titãs”. Que Deus nos dê sabedoria pra viver.
Obrigado!
Por esta os Ateus não esperavam (O Tempora, O Mores)
Um número razoável de cientistas e filósofos ateus ou agnósticos vem em anos
recentes engrossando as fileiras daqueles que expressam dúvidas sérias sobre a
capacidade da teoria da evolução darwinista para explicar a origem da vida e sua
complexidade por meio da seleção natural e da natureza randômica ou aleatória
das mutações genéticas necessárias para tal.
Poderíamos citar Anthony Flew, o mais notável intelectual
ateísta da Europa e Estados Unidos que no início do século XXI anunciou sua
desconversão do ateísmo darwinista e adesão ao teísmo, por causa das evidências
de propósito inteligente na natureza. Mais recentemente o biólogo molecular
James Shapiro, da Universidade de Chicago, ele mesmo também ateu, publicou o
livro Evolution: A View from 21st Century onde desconstrói impiedosamente
a evolução darwinista.
![]() |
| Thomas Nagel |
Estou mencionando estes intelectuais e cientistas ateus por
que quando intelectuais e cientistas cristãos declaram sua desconfiança quanto à
evolução darwinista são descartados por serem "religiosos". Então, tá. Mas, e
quando os próprios ateus engrossam o coro dos dissidentes?
Neste post eu gostaria apenas de destacar algumas declarações de Nagel no livro que revelam a consciência clara que ele tem de que uma concepção puramente materialista da vida e de seu desenvolvimento, como a evolução darwinista, é incapaz de explicar a realidade como um todo. Embora ele mesmo rejeite no livro a possibilidade de que a realidade exista pelo poder criador de Deus, ele é capaz de enxergar que a vida é mais do que reações químicas baseadas nas leis físicas e descritas pela matemática. A solução que ele oferece – que a mente sempre existiu ao lado da matéria – não tem qualquer comprovação, como ele mesmo admite, mas certamente está mais perto da concepção teísta do que do ateísmo materialista do darwinismo.
Neste post eu gostaria apenas de destacar algumas declarações de Nagel no livro que revelam a consciência clara que ele tem de que uma concepção puramente materialista da vida e de seu desenvolvimento, como a evolução darwinista, é incapaz de explicar a realidade como um todo. Embora ele mesmo rejeite no livro a possibilidade de que a realidade exista pelo poder criador de Deus, ele é capaz de enxergar que a vida é mais do que reações químicas baseadas nas leis físicas e descritas pela matemática. A solução que ele oferece – que a mente sempre existiu ao lado da matéria – não tem qualquer comprovação, como ele mesmo admite, mas certamente está mais perto da concepção teísta do que do ateísmo materialista do darwinismo.
Ele deixa claro que sua crítica procede de sua própria
análise científica e que mesmo assim não será bem vinda nos círculos
acadêmicos:
“O meu ceticismo [quanto ao evolucionismo darwinista] não é baseado numa crença religiosa ou numa alternativa definitiva. É somente a crença de que a evidência científica disponível, apesar do consenso da opinião científica, não exige racionalmente de nós que sujeitemos este ceticismo [a este consenso] neste assunto” (p. 7).
“Eu tenho consciência de que
dúvidas desta natureza vão parecer um ultraje a muita gente, mas isto é porque
quase todo mundo em nossa cultura secular tem sido intimidado a considerar o
programa de pesquisa reducionista [do darwinismo] como sacrossanto, sob o
argumento de que qualquer outra coisa não pode ser considerada como ciência”
(p.7).
Ele profetiza o fim do naturalismo materialista, o
fundamento do evolucionismo darwinista:
“Mesmo que o domínio [no campo
da ciência] do naturalismo materialista está se aproximando do fim, precisamos
ter alguma noção do que pode substitui-lo” (p. 15).
Para ele, quanto mais descobrimos acerca da complexidade da
vida, menos plausível se torna a explicação naturalista materialista do
darwinismo para sua origem e desenvolvimento:
“Durante muito tempo eu tenho
achado difícil de acreditar na explicação materialista de como nós e os demais
organismos viemos a existir, inclusive a versão padrão de como o processo
evolutivo funciona. Quanto mais detalhes aprendemos acerca da base química da
vida e como é intrincado o código genético, mais e mais inacreditável se torna a
explicação histórica padrão [do darwinismo]” (p. 5).
“É altamente implausível, de
cara, que a vida como a conhecemos seja o resultado da sequência de acidentes
físicos junto com o mecanismo da seleção natural” (p. 6).
Não teria havido o tempo necessário para que a vida
surgisse e se desenvolvesse debaixo da seleção natural e mutações
aleatórias:
“Com relação à evolução, o
processo de seleção natural não pode explicar a realidade sem um suprimento
adequado de mutações viáveis, e eu acredito que ainda é uma questão aberta se
isto poderia ter acontecido no tempo geológico como mero resultado de acidentes
químicos, sem a operação de outros fatores determinando e restringindo as formas
das variações genéticas” (p. 9).
Nagel surpreendentemente defende os proponentes mais
conhecidos do design inteligente:
“Apesar de que escritores como
Michael Behe e Stephen Meyer<!--[if
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sejam motivados parcialmente por suas convicções religiosas, os argumentos
empíricos que eles oferecem contra a possibilidade da vida e sua história
evolutiva serem explicados plenamente somente com base na física e na química
são de grande interesse em si mesmos... Os problemas que estes iconoclastas
levantam contra o consenso cientifico ortodoxo deveriam ser levados a sério.
Eles não merecem a zombaria que têm recebido. É claramente injusta”
(p.11).
Num parágrafo quase confessional, Nagel reconhece que lhe
falta o sentimento do divino que ele percebe em muitos outros:
“Confesso um pressuposto meu
que não tem fundamento, que não considero possível a alternativa do design
inteligente como uma opção real – me falta aquele sensus divinitatis
[senso do divino] que capacita – na verdade, impele – tantas pessoas a ver no
mundo a expressão do propósito divina da mesma maneira que percebem num rosto
sorridente a expressão do sentimento humano” (p.12).
Para Nagel, o evolucionismo darwinista, com sua visão
materialista e naturalista da realidade, não consegue explicar o que transcende
o mundo material, como a mente e tudo que a acompanha:
“Nós e outras criaturas com
vida mental somos organismos, e nossa capacidade mental depende aparentemente de
nossa constituição física. Portanto, aquilo que explicar a existência de
organismos como nós deve explicar também a existência da mente. Mas, se o mental
não é em si mesmo somente físico, não pode, então, ser plenamente explicado pela
ciência física. E então, como vou argumentar mais adiante, é difícil evitar a
conclusão que aqueles aspectos de nossa constituição física que trazem o mental
consigo também não podem ser explicados pela ciência física. Se a biologia
evolutiva é uma teoria física – como geralmente é considerada – então não pode
explicar o aparecimento da consciência e de outros fenômenos que não podem ser
reduzidos ao aspecto físico meramente” (p. 15).
“Uma alternativa genuína ao
programa reducionista [do darwinismo] irá requerer uma explicação de como a
mente e tudo o que a acompanha é inerente ao universo” (p.15).
“Os elementos fundamentais e as
leis da física e da química têm sido assumidos para se explicar o comportamento
do mundo inanimado. Algo mais é necessário para explicar como podem existir
criaturas conscientes e pensantes, cujos corpos e cérebros são feitos destes
elementos” (p.20).
Menciono por último a perspicaz observação de Nagel, que se
a mente existe porque sobreviveu através da seleção natural, isto é, por ter se
tornado na coisa mais esperta para sobreviver, como poderemos confiar nela? E
aqui ele cita e concorda com Alvin Plantinga, um filósofo reformado
renomado:
“O evolucionismo naturalista
provê uma explicação de nossas capacidades [mentais] que mina a confiabilidade
delas, e ao fazer isto, mina a si mesmo” (p. 27).
“Eu concordo com Alvin
Plantinga que, ao contrário da benevolência divina, a aplicação da teoria da
evolução à compreensão de nossas capacidades cognitivas acaba por minar nossa
confiança nelas, embora não a destrua por completo. Mecanismos formadores de
crenças e que têm uma vantagem seletiva no conflito diário pela sobrevivência
não merecem a nossa confiança na construção de explicações teóricas do mundo
como um todo... A teoria da evolução deixa a autoridade da razão numa posição
muito mais fraca. Especialmente no que se refere à nossa capacidade moral e
outras capacidades normativas – nas quais confiamos com frequência para corrigir
nossos instintos. Eu concordo com Sharon Street [professora de filosofia na
Universidade de Nova York] que uma auto-compreensão evolucionista quase que
certamente haveria de requerer que desistíssemos do realismo moral, que é a
convicção natural de que nossos juízos morais são verdadeiros ou falsos
independentemente de nossas crenças” (p.28).
Não consegui ler Nagel sem lembrar do que a Bíblia
diz:
"Tudo fez Deus formoso no seu
devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa
descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim" (Eclesiastes
3:11).
"De um só Deus fez toda a raça
humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos
previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus
se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de
nós" (Atos 17:26-27).
Nagel tem o sensus divinitatis, sim, pois o mesmo é
o reflexo da imagem de Deus em cada ser humano, ainda que decaídos como somos.
Infelizmente o seu ateísmo o impede de ver aquilo que sua razão e consciência,
tateando, já tocaram.
Texto do Blog: O Tempora, O Mores: http://tempora-mores.blogspot.com.br/2013/01/coisas-que-ate-um-ateu-pode-ver.html
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
O Fascismo Religioso!
Atenção! Qualquer semelhança com a realidade, é mera coincidência.
O Fascismo é uma corrente ideológica de extrema-direita
que teve início na Itália no séc. XX, mais especificamente com Benito
Mussolini. O Fascismo se tornou famoso na Europa no período da Segunda Guerra
Mundial, e ganhou forças ao se aliar com o Nazismo de Hitler, tornando-se então
o Nazi-fascismo. O Fascismo se tornou
tão sedutor que até mesmo aqui no Brasil na Era
Vargas, tivemos a inserção do mesmo, com a AIB (Ação Integralista
Brasileira) com Plínio Salgado. Sendo assim, o Integralismo no Brasil foi uma
“cópia” do Fascismo Italiano.
Em
linhas gerais, o Fascismo prega um estado nacionalista, culto ao líder (liderança
carismática), uso de símbolos, emblemas e saudações, propaganda massiva, e a
repressão militar (totalitarismo). Enfim, para quem quiser saber mais sobre
Fascismo: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fascismo
“A palavra fascismo com o tempo
foi associada a qualquer sistema de governo que, de maneira semelhante ao de Benito Mussolini,
exalta os homens e usa modernas técnicas de propaganda
e censura,
fazendo uma severa arregimentação econômica, social e cultural, sustentando-se
no nacionalismo e em alguns casos até na xenofobia,
privilegiando os nascidos no próprio país, apresentando uma certa apatia ou
indiferença para com os imigrantes”.
Fazendo
uma leitura do Fascismo e da “Performance
Religiosa” de alguns líderes, chego a conclusão mais do que depressa, que
estamos vivendo uma espécie de Fascismo
Religioso (é claro, salvo as devidas diferenças). Embora crendo que a maioria
dos líderes religiosos desconhece o que é um estado nacionalista, na prática
percebemos isto muito bem nas igrejas e ou instituições, onde é visível o
individualismo, o separatismo e a segregação de irmãos até mesmo do mesmo
Credo. Nos consideramos irmãos por comungar da mesma fé (Bíblia e Jesus
Cristo), mas na prática é cada um por si e Deus por todos, e o que interessa é
se minha igreja e ou denominação-instituição está “crescendo”, não importando
se outras estão padecendo, logo a idéia de Cristo de um “Reino de Deus” é uma
utopia, pois os FR(Fascistas Religiosos: vamos usar esta sigla para nos
referirmos a eles), se importam somente com seus próprios reinos e umbigos.
Outra
característica marcante do Fascismo é o culto ao líder. Essa quem sabe é a mais
fácil de ser identificada hoje em dia na maioria das igrejas (católica,
protestante etc., etc.). O líder tem buscado para si holofote e um patamar
superior aos dos demais irmãos, e hoje mais parecem os sacerdotes do Antigo
Testamento, em que o povo dependia deles para se relacionar com Deus. Os “FR”
estão acabando com a doutrina do sacerdócio universal, e estão se colocando
como os novos mediadores entre Deus e os homens, pois a eles foi dado o “Poder,
Unção, Revelação, etc.”. Os “FR” geralmente são bonachões, simpaticíssimos,
cordiais, “muito espirituais”, eloquentes e visionários. “O líder fascista foi em regra um ator exagerado, procurando seduzir as massas
populares para o seu papel messiânico”. Com o álibi da “Honra”, os “FR” tem
sistematicamente implantando na cabeça de seus membros, que os mesmos devem
“honrá-los” a todo e qualquer custo, chegando a beira do ridículo e da náusea. As vítimas dos “FR” estão endeusando e cultuando seus líderes de tal forma, que as vezes fico me
perguntando se de fato a glória é mesmo de Deus.
O
Fascismo também conta com o uso de
símbolos, emblemas e saudações. No Fascismo Italiano o símbolo era o Feixe, na AIB era o Sigma grego com a
saudação Anauê, e no Nazismo a
suástica, com a saudação Heil mein Führer.
Todos estes com a mão direita levantada e a palma da mão para baixo. Os
símbolos e emblemas não é o forte dos “FR”, embora alguns utilizam alguns que
caracterizem algum tipo de espiritualidade (arcas da aliança, broches, cruz, castiçais
(menorah), estrelas de Davi, mantos judaicos, estolas medievais, chapéus
etc..), há alguns usando até quipá
agora rs... (e diga-se de passagem, dizem que não são judeus). Mas a saudação é
um item indispensável para todo bom “FR”, pois precisam ouvir quem são para se
auto-afirmarem. Mas infelizmente, algumas nomenclaturas (títulos) que até pouco
tempo eram considerados importantes, caiu em desuso, como Pastor e Missionário.
Agora, ser pastor é coisa do passado, a moda agora é ser Apóstolo, Bispo, Arcebispo,
Pai-póstolo (existe?), Patriarca
(achei que era só Abraão, Isaac e Jacó),
Reverendo, Papa, etc., etc.. Sei de
um caso em que um jovem seminarista amigo meu chegou em sua igreja e foi
cumprimentar seu pastor, e pela sua infelicidade, não sabia que o mesmo agora
era Apóstolo, ao que respondeu: “Pastor não. Agora eu sou Apóstolo!”, e por ai
vai...
Os
itens do parágrafo acima são acompanhados por outra característica também
Fascista, a propaganda em massa. Os “FR” tem a mídia como aliada, e não medem
esforços nem investimentos para que seu nome apareça em DVD, CD, Banners,
Outdoors, Folders, Midias Sociais, e sem esquecer a caixa quadrada de Led. Assim,
quanto mais propaganda, mais os “FR” ficam conhecidos e adquirem status e poder. Goebbels que o diga...
A
característica mais perigosa do Fascismo (repressão militar) é também a mais
perigosa arma dos “FR”. Mas ao contrário dos Fascistas que matavam o corpo, os
“FR” matam a alma. Acreditam que Jesus conferiu a eles, o mesmo que ao Apóstolo
Pedro “O que ligardes na terra, será ligado nos céus. E o que desligardes na
terra, será desligado no céu” Mt. 18.18. Assim, os “FR” praticam uma repressão
religiosa, um Totalitarismo religioso e quem ousar discordar dos seus ditames e
caprichos podem estar beirando a porta do inferno. Não poucas vezes vi “FR”
dizendo que não abençoaria a saída de membros de suas igrejas, e que estes
estariam debaixo de maldição, pelo simples fato “dele” ter o poder de abençoar
ou não. Não acredito que tais líderes estejam investidos da graça e unção de
Deus. As vítimas dos “FR” geralmente se sentem coagidas e amedrontadas, pois
temem “se levantar contra os ungidos de Deus” (esse é um dos versículos
preferidos deles). E desta forma continuam debaixo do jugo imposto por eles, e
preferem sofrer com a seguinte desculpa: “Eu não estou olhando para o homem,
mas para Jesus”, e parafraseando um amigo “Se eu não ver Jesus na vida do meu
irmão ou líder, onde é que eu vou ver?”.
Os
“FR” têm criado muitas feridas religiosas em seus liderados. Muitos hoje têm
trauma de igreja, porque um dia sofreram na mão de algum “FR”. Outros ainda não
se acham mais dignos de voltar à comunhão (acreditam que estão perdidos para
sempre), por que os tais um dia os excluíram; outros ainda acreditam que “as
coisas não estão dando certo na vida”, porque um “FR” amaldiçoou a saída dele
da igreja.
Se
você faz parte de alguma comunidade religiosa (de qualquer ordem), e percebe
essas características em seu líder, tome cuidado, você está correndo perigo. Aconselho-te
que você corra rapidamente as páginas do Novo Testamento para perceber que isso
não tem nada de novo, e que o nosso Senhor Jesus Cristo já havia nos alertado “Porque surgirão falsos cristos e falsos
profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam
até os escolhidos”. Mt. 24:24.; e ainda,
“Acautelai-vos, porém, dos falsos
profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos
devoradores”. Mt. 7:15.
A
notícia boa é que você não está sozinho, e que o próprio Deus havia dito ao
profeta Elias, que “ainda existiam 7mil
que não haviam se dobrado a baal”. Assim, creio piamente que da mesma forma
que existem muitos “FR” por ai, ainda existem muitos homens e mulheres de Deus,
que pregam o evangelho pelo evangelho, não buscando qualquer recompensa a não
ser a eterna (que, aliás, foi prometida pelo próprio Senhor). Se existem os
maus líderes, é que também existem os bons.
Jesus nos deu vida e vida com abundância, e
não um novo fardo, “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou
manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Mt.
11:29 Amém!
Obrigado
Senhor.
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